A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece que houve falhas na tentativa de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), mas acredita que eles “servirão de ponto de partida para a nova agenda de desenvolvimento sustentável”.
O último relatório sobre os objetivos, produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU e que faz uma avaliação anual dos progressos mundiais e regionais, conclui que as oito metas estabelecidas pela Declaração do Milênio, em 2000, produziram “conquistas notáveis”, mas reconhece que há correções a fazer.
“Estamos perfeitamente cientes de que ficamos aquém”, assumiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que apresentou o relatório na segunda-feira (6), em Oslo, capital da Noruega. “O progresso foi desigual entre regiões e países, deixando lacunas significativas”, assinala o relatório, realçando que “os conflitos permanecem como a maior ameaça ao desenvolvimento humano”.
Para a ONU, os Objetivos do Milênio “produziram o movimento antipobreza mais bem sucedido da história” e ficou demonstrado que com intervenções direcionadas, estratégias sólidas, recursos adequados e vontade política, "até os países mais pobres podem fazer progressos extraordinários e sem precedentes”.
Em 1990, quase metade da população dos países em vias de desenvolvimento vivia em situação de pobreza extrema, número que baixou mais de 50%, passando de 1,9 bilhão para 836 milhões, em 2015.
“Sabemos agora que a pobreza extrema pode ser erradicada dentro de uma geração”, disse Ban Ki-moon. “Os objetivos contribuíram bastante para este progresso e ensinaram-nos como os governos, o mundo dos negócios e a sociedade civil podem trabalhar juntos para alcançar avanços extraordinários”, destacou. “O esforço global para atingir os objetivos salvou milhões de vidas e melhorou as condições de milhões de pessoas em todo o mundo”, frisou Ban Ki-moon.
De acordo com o relatório, a desigualdade de gênero persiste, mas há melhorias, como a maior participação feminina nos parlamentos (proporção que quase duplicou desde 1990) e mais meninas nas escolas (a paridade de gênero no ensino primário foi alcançada na maioria dos países).
Desde 1990, a taxa de crianças que morriam antes de completarem cinco anos caiu mais da metade e a taxa de mortalidade materna reduziu 45% em todo o mundo.
Cerca de 6,2 milhões de mortes por malária foram evitadas, entre 2000 e 2015, e a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da tuberculose salvaram cerca de 37 milhões de vidas, entre 2000 e 2013.
No que diz respeito ao meio ambiente, o cenário é mais pessimista: as emissões globais de dióxido de carbono aumentaram cerca de 50%, desde 1990, e a escassez de água afeta agora 40% da população mundial, com tendência para aumentar.
A ONU apela aos líderes mundiais que vão discutir a nova agenda de desenvolvimento sustentável, a ser aprovada neste ano, para serem ambiciosos e terem visão de longo prazo.
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