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ONU aponta crescimento da violência nas cidades

10 setembro 2004 - 18h34

Crescimento das favelas, violência e pobreza são alguns dos problemas crescentes que atingem as cidades do mundo, que até 2030 devem reunir 5 bilhões de pessoas, segundo um relatório da ONU. O texto, intitulado "Estado das Cidades no Mundo", ataca o argumento de que o livre-comércio é o caminho seguro para disseminar a prosperidade. Ao invés disso, o estudo afirma que as empresas estão fazendo uma corrida para encontrar capital e salários mais baratos mundo afora. A agência Habitat-ONU, que estuda questões de habitação, deve apresentar oficialmente o relatório em uma conferência internacional que acontece na terça-feira em Barcelona. O órgão diz que seu objetivo é investigar o impacto da globalização em cidades já alteradas por grandes ondas de migração internacional. "Muitas cidades enfrentam uma crescente pobreza, uma desigualdade e uma polarização que se aprofundam, corrupção generalizada em nível local, altas taxas de criminalidade e violência urbana", alertou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, na introdução do relatório. Os moradores das cidades devem formar 60 por cento da população mundial até 2030. Em 2001, havia 2,9 bilhões de pessoas vivendo em áreas urbanas, ou 47,7 por cento do total. Quase todo esse crescimento acontecerá em países subdesenvolvidos. Até 2030, o mundo deve ter quase 2 bilhões de favelados. Um fator agravante para a pobreza urbana, segundo o relatório, é o acesso desigual aos benefícios da globalização. "A afirmação de que a liberalização comercial invariavelmente leva a melhores condições de vida em países em desenvolvimento simplesmente não tem respaldo nos fatos: a desigualdade de renda dentro dos países e entre eles cresceu muito desde meados da década de 1980", diz o sumário do estudo. O texto afirma que a busca por mão-de-obra mal remunerada prejudica tanto as cidades que perdem vagas quanto as que ganham. Nos lugares abandonados pelas empresas, a população pode cair no mercado informal ou vender todos os seus bens para sobreviver, criando "novos pobres". Nos países em desenvolvimento, os acenos de criação de empregos e investimentos podem fazer os governos tolerarem empresas que não respeitam o meio ambiente ou os planos diretores. O estudo diz ainda que cerca de 175 milhões de imigrantes que vivem em cidades ¿ número que exclui, por exemplo, os imigrantes clandestinos -, criando uma fonte de modificações e tensões urbanas. Muitos acabam vivendo em favelas, sem acesso aos serviços básicos. Mas o dinheiro que eles ganham e enviam para suas famílias muitas vezes é essencial para as economias de países muito pobres ¿ esse tipo de transferência só perde para o petróleo em termos de transações internacionais."Aceito ou não, o fluxo não vai recuar. As pessoas não vão parar de buscar avanços em quaisquer países que os oferecerem. E as questões de diferença não serão resolvidas por tentativas de conter uma maré humana que se desloca", afirmou o relatório.

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