BR-163 corta 16 municípios de MS, incluindo Dourados - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados NewsA repactuação do contrato de concessão dos quase 850 quilômetros de extensão da BR-163, em Mato Grosso do Sul, deve gerar em torno de 134 mil empregos durante os próximos 29 anos. A expectativa foi anunciada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) na tarde de quinta-feira (22/5), durante o leilão realizado na B-3, em São Paulo (SP).
Os números são relacionados às vagas de trabalho contratadas de forma direta – através dos serviços prestados à Motiva – braço da CCR que substitui a MSVia -, indireta e também por ‘efeito-renda’.
Durante as quase três décadas de direito de exploração da rodovia federal que corta o Estado de Norte a Sul, os investimentos previstos são da ordem de R$ 16,5 bilhões.
Sem a obrigatoriedade da empresa duplicar todo o trecho [o novo contrato estabelece apenas 203,2 quilômetros de pistas duplas, ficará a cargo da Motiva obras de contornos urbanos, faixas adicionais, passarelas, vias marginais, pontos de parada e descanso, iluminação, acessos e dispositivos de segurança [veja abaixo].
Essas ampliações, segundo relatado durante o leilão e divulgado pela ANTT, serão realizadas de acordo com o volume de tráfego.
“Nos trechos com maior movimento, haverá duplicações obrigatórias; em trechos de tráfego médio, serão implantadas faixas adicionais; e nas regiões de menor fluxo, será feito o monitoramento contínuo”, diz.
O trajeto da BR-163 corta 16 municípios sul-mato-grossenses. A concessão abrange o trecho que vai do km 0,00, no entroncamento com a MS-386 (divisa PR/MS, fim da Ponte sobre o Rio Paraná – Porto Cel Renato), até o km 845,90, na divisa com o Mato Grosso (fim da ponte sobre o Rio Correntes).
O projeto
Projeto prevê pouco mais de 200km de rodovias duplicadas apenas - Foto: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News
De acordo com a ANTT, o novo projeto contempla, além dos 203,02km de duplicações, outros 147,77 km de faixas adicionais, além de 28,82 km de contornos urbanos e 22,99km de vias marginais.
Há ainda em contrato a obrigatoriedade de implantação e melhorias de seis interseções tipo diamante, sete interseções tipo trombeta, seis correções de traçados, um trevo completo, 67 rotatórias alongadas (implantação e melhorias), 22 retornos em ‘X’, 22 passarelas, 40 retornos em ‘U’ e 49 trechos com iluminação em curvas.
Será realizado pela concessionária 379 acessos, 56 passagens de fauna, construção de 144 pontos de ônibus, 55 obras de arte especiais (implantação e melhorias), três pontos de parada e descanso e 17 bases de serviços operacionais e de atendimento ao usuário (BSOs e SAUs).
Em Dourados
No projeto original, já havia previsões de melhorias estruturantes para Dourados, porém, apenas um viaduto foi construído - Foto: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News
Mais populosa cidade do interior sul-mato-grossense, Dourados é um dos municípios cortados pela BR-163 e receberá, segundo previsto no PER (Programa de Exploração de Rodovia), algumas ações para garantir a segurança dos usuários da rodovia.
Como mostrado em fevereiro pelo Dourados News, são previstas construções de quatro travessias para pedestres, três interseções [viadutos], contornos nos distritos de Vila Vargas e Vila São Pedro e ainda retornos facilitadores em alguns trechos.
A expectativa é de que todas as melhorias sejam realizadas até o quinto ano após início do contrato.
Conforme documento que o Dourados News teve acesso, as passarelas serão levantadas próximo ao Trevo da Bandeira (duas delas), entre o Parque das Nações e o encontro com a Marcelino Pires e também na região do frigorífico da JBS.
No contorno que desviará o tráfego por dentro do distrito de Vila Vargas, será construída uma interseção do tipo ‘trombeta’ e outra 'diamante', também prevista para a Vila São Pedro.
Todas as execuções já eram previstas no PER confeccionado na primeira concessão da rodovia, porém, não saíram do papel.
Apenas um viaduto foi implantado no chamado ‘Trevo do DOF’, no encontro da BR-163 com a MS-156 e Avenida Coronel Ponciano.
Na época da primeira concessão da rodovia, o documento da ANTT também estabelecia viadutos no Trevo da Bandeira, no entroncamento da rodovia com a Avenida Marcelino Pires e na rotatória que dá acesso à BR-376, que agora ficaram de fora do novo plano.
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