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SAÚDE PÚBLICA

Notificação de zika é compulsória a partir desta quinta, diz ministro

18 fevereiro 2016 - 19h05

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que a partir desta quinta-feira (18) se tornou compulsória a notificação de casos de doenças relacionadas ao vírus da zika.

Castro deu a declaração pouco antes de participar de uma reunião entre representantes de institutos de pesquisa do Brasil e dos EUA para discutir ações contra o vírus. O encontro foi no prédio de Brasília onde funcionam as representações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na prática, explicou o ministro, com as notificações, o ministério passará a ter uma contabilidade específica sobre a relação entre a microcefalia e o vírus da zika. Até então, a microcefalia, mesmo decorrente do vírus da zika, vinha sendo notificada como malformação congênita. Com a mudança, o governo quer tornar mais precisa a observação dos casos de microcefalia decorrentes da zika.

“Publicamos hoje [quinta, 18] uma portaria tornando a enfermidade do vírus da zika de notificação compulsória no Brasil. No caso da microcefalia, embora já houvesse a necessidade de notificação, ela [notificação] estava entre outras inúmeras malformações congênitas e, a partir de agora, daremos um destaque especial. O que a portaria faz, na prática, é tornar obrigatória a notificação do vírus da zika relacionado à microcefalia”, afirmou o ministro.

Segundo Castro, o objetivo da reunião desta quinta entre institutos brasileiros e norte-americanos é abordar o desenvolvimento da vacina contra o vírus e tipos de tratamento para quem for diagnosticado com zika. O ministro da Saúde disse que também serão discutidos testes “mais eficazes e mais rápidos” para o diagnóstico.

Castro voltou a dizer que as vacinas contra o zika deverão estar prontas em um ano e, em três anos, prontas para serem distribuídas. Ainda segundo ele, um dos pontos que as pesquisas devem esclarecer é se os casos de microcefalia ocorrem exclusivamente por ação do vírus da zika ou se outro fator contribui.

“O que nos falta, e é sobre isso que trata a parceria entre Brasil e Estados Unidos, é estabelecer se o vírus sozinho é a causa suficiente da microcefalia ou se há necessidade de algum fator contribuinte. Ou seja, [saber] se o que causa a microcefalia é só o vírus da zika ou o vírus associado a alguma outra coisa”, ressaltou Castro. (G1)

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