O ex-deputado estadual Edson Giroto, que também foi secretário estadual na gestão de André Puccinelli e candidato a prefeitura de Campo Grande e derrotado nas urnas em 2012 ocuparia cargo vetado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no Ministério dos Transportes. A informação é de Leonel Rocha, da Revista Época.
Segundo a nota da coluna “Expresso”, “A manobra do PR para mandar no DNIT”, a jogada será uma forma encontrada pelo mensaleiro condenado e ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR) para abrigar Edson Giroto, que ficou sem mandato, no governo federal.Após três meses da nomeação original, a bancada do PR teria conseguido colocar o ex-deputado no cargo vetado.
No final de fevereiro, surgiu a possibilidade de Giroto ser nomeado secretário executivo, quando até uma lista chegou a ser divulgada pelo Ministério. De acordo com a coluna, a nomeação só não aconteceu porque a Abin vetou o nome.
Isto porque Giroto responde a processo no STF (Supremo Tribunal Federal), a Ação Penal 605, instaurada após investigação da Polícia Federal, a Operação Vintém, de 2007.
Giroto foi nomeado como seu assessor especial em março, função que não necessita de parecer do serviço secreto do governo. Um dia depois, o ex-deputado foi promovido a secretário executivo substituto, função que também não precisa do aval da Abin.
De acordo com o jornal Midiamax, agora, Giroto ocuparia, na prática, a função de secretário executivo para a qual tinha sido vetado por seu histórico com o STF. Isso porque no último dia 20 de maio, Miguel de Souza foi exonerado do cargo de Secretário de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério. No papel, o ex-deputado federal pelo Paraná, Luciano Castro, foi nomeado para substituir Miguel.
No atual cargo, Giroto passou a ser o que inicialmente queriam que fosse, presidente do conselho administrativo do DNIT. Ele decide tudo do órgão que tem mais de mil contratos e um orçamento de R$ 10 bilhões por ano para construção e manutenção de estradas federais. O Jornal Midiamax tentou contato por celular com Giroto, que não atendeu as ligações.
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Edson Giroto ocupa cargo no Ministério dos Transportes - Foto: Midiamax