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POLÍCIA

Mulher que obrigava filha a se prostituir responderá por dois crimes

27 outubro 2020 - 21h05Por G 1

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou por dois crimes a auxiliar de serviços gerais, de 41 anos, que obrigava a filha, de 16 anos, a se prostituir. Segundo a delegada Franciele Candotti, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), como se tratava de um flagrante, a polícia conduziu as investigações no prazo de 10 dias e encaminhou o relatório ao poder judiciário.

"A menina confirmou que a mãe a obrigava a fazer os programas sexuais. Ela foi indiciada por favorecimento à prostituição e por lesão corporal dolosa, já que agrediu a menina pouco antes dela fazer a denúncia para a polícia. A mãe ficou presa um período, mas, já passou por audiência de custódia e teve a liberdade provisória concedida", afirmou ao G1 a delegada.

Segundo Candotti, mesmo o inquérito já enviado ao Ministério Público Estadual (MPE-MS), a polícia ainda aguarda o resultado de laudos, para encaminhar posteriormente.

Adolescente fazia 'até 3 programas ao dia'

Durante o depoimento, a adolescente disse que, desde janeiro deste ano, a rotina dela era cuidar dos irmãos pela manhã, enquanto a mãe trabalhava. Já no período vespertino, fazia "até três programas sexuais ao dia, agendados pela suspeita", sendo que o dinheiro adquirido era para "ajudar nas despesas da casa".

"A menina chorou durante o depoimento e se mostrou irritada e nervosa por ter que contar, repetir a história, então nós tivemos bastante cautela. Mas ela passou por atendimento psicossocial aqui na delegacia e disse que, desde janeiro, estava fazendo os programas durante a tarde. De manhã, tinha que cuidar dos irmãos menores enquanto a mãe trabalhava", comentou na ocasião a delegada.

Conforme a delegada, a mãe é quem "fazia o meio de campo", mantendo contato com clientes pelo WhatsApp e também por um aplicativo de conversas. "Ela disse que o valor era de R$ 50 a R$ 80, sendo que 60% ficava para a mãe. São ao todo 9 filhos, segundo a adolescente, sendo cinco deles adultos e que não moram mais com a mãe. Um deles ela não soube dizer e o restante mora com a mãe na mesma casa", explicou.

Entenda o caso

Uma auxiliar de serviços gerais, de 41 anos, foi presa em flagrante após a filha de 16 anos ser expulsa de casa e ligar para a Polícia Militar (PM). A adolescente disse aos militares que era obrigada a fazer programas sexuais e entregar o dinheiro para a mãe, o qual alegava que era para ajudar nas despesas da casa. O fato ocorreu na Vila Aimore, em Campo Grande.

"A menina disse que estava fazendo programas sexuais há algum tempo e, toda vez que o programa não dava certo, ela apanha da mãe e esta a colocava para fora de casa. Desta vez, cansada da situação, ela decidiu denunciar. A adolescente prestou depoimento, fez exame pericial por estar com lesões pelo corpo e foi para um abrigo", afirmou na ocasião a delegada Anne Karine, adjunta da Deam.

Segundo a delegada, a mãe negou os crimes e disse que a menina se "prostituía porque era muito rebelde". A suspeita ainda disse que a investigação poderia "pegar o celular dela para investigar".

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