Menu
Busca sexta, 17 de setembro de 2021
(67) 99257-3397
CAPITAL

MP denuncia Máfia do Câncer por improbidade e danos de R$ 102 milhões

16 julho 2014 - 14h15

O Ministério Público entrou com ação civil de improbidade administrativa contra seis pessoas relacionadas ao Hospital do Câncer Alfredo Abrão, alvo da operação Sangue Frio em março do ano passado. A investigação da PF (Polícia Federal) revelou o esquema da Máfia do Câncer em Campo Grande, que priorizou o setor privado com desmonte da rede pública. O objetivo é reaver R$ 102 milhões.

De autoria do MPF (Ministério Público Federal) e do MPE (Ministério Público Estadual), o processo tramita desde 7 de julho na 1ª Vara da Justiça Federal. Os réus são Adalberto Abrão Siufi (ex-diretor geral do hospital), Betina Moraes Siufi Hilgert (filha de Siufi e ex-administradora do hospital), Issamir Farias Saffar (que era sócio de Adalberto na clínica Neorad), Blener Zan (ex-diretor-presidente do hospital), Luiz Terrazas Mendes (ex-presidente da Fundação Carmem Prudente, entidade que administra o hospital) e Adalberto Chimenes (ex-funcionário do hospital e um dos donos da empresa Refix).

No ano passado, após o escândalo, a nova direção divulgou balanço contábil em que a empresa Refix Serviços Técnicos e Radiológicos - que prestou serviços de radiologia, tomografia computadorizada e ultrassonografia - teve contrato superfaturado em R$ 125.689,16. O hospital rompeu com a empresa e hoje dispõe dispõe do Centro de Diagnóstico de Imagem.

De acordo com o site Campo Grande News, o processo está sob sigilo judicial, mas é fundamentado na Lei 8.429, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional.

No mês passado, a Justiça Federal decretou o sequestro de veículos, imóveis e dinheiro de Adalberto, Betina, Issamir e Blener. O MPF requereu o bloqueio de R$ 102,7 milhões, sendo R$ 51,3 milhões de dano moral coletivo, R$ 35,7 milhões de multa civil e R$ 15,5 milhões de prejuízo aos cofres públicos, principalmente, do SUS (Sistema Único de Saúde).

No entanto, o magistrado acatou parcialmente o pedido e determinou o bloqueio de metade do valor. O bloqueio de bens é uma medida que precede a ação de improbidade, pois os réus não podem se desfazer do patrimônio que, em caso de condenação, será utilizado no ressarcimento aos cofres públicos.

Além do Hospital do Câncer, a clínica Neorad e o HU (Hospital Universitário) de Campo Grande foram alvo da investigação.

Deixe seu Comentário

Leia Também

TEMPO
Sexta-feira de sol com algumas nuvens em Dourados; não chove
RIO VERDE
Acusado de incendiar casa com a ex-mulher dentro é preso
MUDANÇAS NOS RELÓGIOS
Com crise hídrica, governo pede novo estudo sobre horário de verão
CAPITAL
Operação mira Facção Criminosa e cumpre mandados em presídio
POLÍTICA
Governo eleva alíquota do IOF para custear o novo Bolsa Família
Enquanto mãe trabalhava, avô estuprava menina de quatro anos
PRAZO
Inscrições para 8ª Mostra Audiovisual de Dourados seguem até dia 29
DOURADOS
Homem é preso na Vila Popular acusado de tráfico e porte ilegal
JUSTIÇA
Quatro anos depois, homem é condenado pela morte do cunhado
ECONOMIA
Caixa reduz juros do crédito habitacional na modalidade poupança

Mais Lidas

DOURADOS
Após denúncias, casal é preso por tráfico no Jardim Guaicurus
24 HORAS DE VACINA
Dourados terá 'viradão' da vacina para aplicar doses em cinco grupos
DOURADOS
'Trevo do DOF' terá viaduto de 40m e ficará pronto em oito meses
DOURADOS
Homem morre no hospital depois de ser atropelado na área central