Quem és tu?
Sim, quem és e não o que és?
A tua existência encarna o verbo constitucional e o transfigura em realidade estendida ao povo.
Tu não és coisa, tu és essência!!!
Tens alma e permanência.
Tens autonomia, prerrogativas e independência!
Tens membros únicos, altivos, bravos, aguerridos!
Lutas por dignidade, harmonia, com inteligência.
Tu combates a arbitrariedade, sem covardia.
Teus dedos não apontam como verdugo; tuas mãos acolhem os vulneráveis.
Por vezes, tu és o Cirineu que carrega a cruz…
E as pessoas te ajudam.
Elas te acodem, quando tu também precisas.
Há uma simbiose entre tu e a sociedade: irmãos siameses da mesma senda que conduz ao futuro, alvissareiro, mas que, por ora, mostra-se tão obtuso e obscuro.
O farolete da razão carregas contigo em tuas mãos.
Aponta-se o norte.
Oxalá para lá se prossiga…
Teu coração pulsa por justiça, conquanto ela seja de dificílima liça.
Teu sacerdócio há de ser aquele verbo impresso na alma-mor da nação: defesa da Carta Política, por néscios, objeto de crítica, porém, pilar de sustentação da nossa gente, da nossa diversidade, da nossa saúde, da nossa educação, da nossa segurança, da nossa liberdade, do nosso eu…
A que vieste?
Tu bem o sabes e disso não poderás fugir nunca: defender o voo dos pássaros e o canto das seriemas.
Portanto, não tema!
Incumbe-te sustentar os pilares da República e sufocar as cobras que entregam ao país a maçã envenenada.
Tu escreves a Constituição no dia a dia do estudante, dos enfermos, das crianças, dos negros, dos adolescentes, dos indígenas, dos deficientes, dos necessitados…
Não fuja à tua causa.
Não genuflecte ao poder, às 30 moedas dos algozes.
Tua causa e o teu agir são como as cãs de Sansão.
Mantenha-as sempre contigo.
E corta o mal, onde ele estiver, seja nas ruas, nos casebres, nas mansões ou nos mais poderosos e nababescos palácios e sodalícios.
“A praça é do povo”!
E “os lírios não nascem da lei”.
Todavia, tu tens o dever e o condão de semear a Constituição, na mente e no coração, de cada brasileiro.
Grande, pequeno, altaneiro…
Assim, haverá prosperidade e paz para todos.
E o jardim da República florescerá mais e mais, com lírios e em meio às praças.
E tu, Ministério Público, não podes jamais faltar a esta causa.
Tu bem o sabes!
Apanhe as sementes dos lírios e perdura plantando-as.
Elas nascem do amor.
E amor pelo Brasil, pela Constituição e pela sociedade tu tens incomensuravelmente, maduro, fiel, ardente!
*Promotor de Justiça do MP/MS desde dezembro de 2000. Mestre em Garantismo e Processo Penal pela Universidade de Girona/Espanha. Especialista em Direito Constitucional pela PUC-RJ. Integrante da Academia Maçônica de Letras de MS.
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