O MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso do Sul ajuizou duas ações criminais contra empresários do ramo desportivo e seus funcionários envolvidos na comercialização ilegal de anabolizantes e suplementos alimentares oriundos do Paraguai. Os produtos, importados do país vizinho sem a autorização devida, eram vendidos sem registro ou conhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e encaminhados a clientes, em vários estados do país, pelos Correios.
Ao todo, 44 mercadorias foram apreendidas pela polícia entre 2008 e 2013. Os denunciados trabalhavam em duas lojas situadas em Ponta Porã, na fronteira do Brasil com o Paraguai, e mantinham sites das empresas. Com o surgimento de pedidos online, cruzavam a fronteira para adquirir os produtos e, então, já no Brasil, despachavam as encomendas, indicando um endereço falso como remetente.
Uma das empresas foi flagrada comercializando, por 17 vezes, anabolizantes e, por 13 vezes, suplementos alimentares, sendo um deles falsificado. Já a outra esteve envolvida na venda de 3 anabolizantes e 11 suplementos, um deles também falso.
Vídeos das postagens das mercadorias, extratos bancários, interceptações telefônicas e até laudo grafológico (de escrita) comprovam os crimes.
Pela comercialização ilegal de anabolizantes e suplementos alimentares, sete réus devem responder pelos crimes de contrabando, importação de produtos sem o registro regular nos órgãos de vigilância sanitária e importação de medicamento falsificado. O proprietário e os funcionários de uma delas responderão, também, por associação criminosa.
A comercialização de anabolizantes sem autorização é considerada crime hediondo. Se condenados, os denunciados podem pegar de 10 a 15 anos de reclusão.
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