Recentemente, o Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) solicitou esclarecimentos sobre denúncias de condutas inadequadas no Centro Cirúrgico da Santa Casa de Campo Grande. Conforme a entidade, há relatos que indicam situações recorrentes incompatíveis com um ambiente de trabalho ético, seguro e respeitoso.
As denúncias envolvem supostas interações entre um médico e integrantes da equipe de enfermagem. Assim, segundo os documentos, ocorreram situações de assédio moral por parte de um profissional de medicina “que já tem histórico de intimidar, com atitudes grosseiras como gritos e ameaças aos técnicos de enfermagem”.
Entre os episódios, está um caso registrado em dezembro de 2025. Conforme relato, um técnico de enfermagem teria sido intimidado ao chegar à porta da sala de cirurgia para entregar um resultado. Na ocasião, o médico supostamente teria chutado a porta e exigido o uso da máscara, em tom de ameaça.
O sindicato destaca que não seria a primeira vez que o comportamento ocorre e outros trabalhadores relatam medo de atuar com o profissional acusado. “Esse médico já tem um histórico agressivo e que já vem tratando mal os colaboradores do setor há algum tempo, inclusive outro colaborador que estava instrumentando sofreu agressões verbais por esse médico”, afirma a denúncia.
A equipe de reportagem buscou a Santa Casa para solicitar um posicionamento sobre o ocorrido, contudo, não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.
O que diz o médico?
Perante o ocorrido, o site Midiamax também entrou em contato com o médico acusado. Em nota, ele afirma que a defesa está em andamento na Comissão de Ética Médica da instituição, a qual não o notificou sobre as denúncias contra sua conduta.
O médico comenta que conversou com colaboradores que atuaram no caso ocorrido em dezembro e, em breve, terá declarações que comprovam sua conduta adequada. Ainda, ele descarta qualquer indício de assédio moral ou desrespeito desde que ingressou no corpo clínico da Santa Casa.
“A instrumentadora e a equipe de anestesia lembram do episódio do imprudente técnico de enfermagem, o qual eu nunca havia visto antes, ao entrar SEM MÁSCARA na sala cirúrgica e falou, dispersando partículas de saliva contaminada a 20-30cm da mesa cirúrgica de paciente com o cérebro exposto em cirurgia’” destaca o profissional.
Sobre a situação relatada, ele afirma que a supervisão de enfermagem reforçou a determinação do uso de máscaras no interior das salas de cirurgia. “Ademais, eu cobro esta postura dos (as) colegas anestesistas, no desiderato de prover a melhor assistência médica aos meus pacientes e minimizar a catastrófica ocorrência de meningite, ventriculite, abscesso e empiema cerebrais”, conclui a manifestação.
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