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TECNOLOGIA

Marca d'água ajuda polícia prender quadrilha que pirateava filmes

16 janeiro 2016 - 20h00

Uma marca d'água na tela do cinema. É essa a tecnologia que as empresas distribuidoras de filmes estão usando para combater a pirataria. Segundo o portal G1, em Campo Grande uma quadrilha foi presa na última quinta-feira, dia 14 de janeiro, depois que a Polícia Civil identificou os suspeitos com a ajuda desse mecanismo.

Segundo a Polícia Civil essa foi a primeira prisão no Brasil realizada com a ajuda dessa tecnologia. Cinco pessoas foram presas e cerca de 18 mil DVDs e CDs de filmes, jogos e músicas foram apreendidos na ação contra a pirataria.

Foram apreendidos também 150 gravadores usados para fazer as cópias, além de uma bolsa adaptada para as gravações dentro das salas de cinema, impressoras, computadores, HD's, celulares, tablets e artefatos usados para captação clandestina.

As apreensões foram feitas em casas que ficam em bairros próximos na capital de Mato Grosso do Sul. Os imóveis eram usados para a produção e armazenamento da pirataria. A polícia estima que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 70 mil.

Um dos suspeitos preso foi liberado depois de pagar fiança. Todos vão responder por associação criminosa e violação de direitos autorais.

###Como a quadrilha foi identificada
Segundo a delegada Ariene Murad, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz), que comandou a operação que levou a prisão da quadrilha, o setor de inteligência de uma distribuidora de filmes fez perícia nos DVD's pirateados e conseguiu identificar o dia e local em que foram feitas as gravações com ajuda de uma marca d'água invisível a olho nu, e que muda a cada exibição do filme.

Com base nessas informações, a distribuidora conseguiu identificar os responsáveis pelas filmagens e denunciou o caso à polícia.

A quadrilha foi identificada através de imagens das câmeras de segurança da sala de cinema onde eles fizeram as gravações. A delegada informou que vai pedir a quebra de sigilo das contas correntes para saber quanto o grupo faturava com a fraude. Os investigadores também querem identificar quem comprava os produtos pirateados.

Em Campo Grande é fácil perceber a venda de CDs e DVDs piratas. Várias bancas no centro e periferia da cidade são encontradas comercializando este tipo de produto.

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