O presidente da Fiems, Sérgio Longen, criticou, nesta terça-feira (07), a MP (Medida Provisória) que criou o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), permitindo a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%. “Em uma avaliação bem clara, o Governo Federal atua de uma maneira preocupada com o seu caixa com a criação de impostos e, de repente, baixa uma medida de maneira bem amadora e desesperada, tentando salvar parte dos salários dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho”, declarou.
Sérgio Longen completa que, além de agir de forma amadora, o Governo Federal coloca a indústria como grande beneficiária da MP, mas que, no entendimento do setor, na verdade não é. “Sou a favor de medidas que auxiliem os trabalhadores, mas essa MP não é a maneira correta de se buscar o equilíbrio da economia”, declarou, reforçando que, a cada dia, fica mais claro que o Governo Federal passa por um descontrole das contas públicas. “No passado, uma medida parecida foi baixada pelo Governo, mas, na época, era destinada à energia elétrica e o resultado é esse que estamos vivenciando hoje, com a tarifa nas alturas”, comparou.
O presidente da Fiems destaca que o descontrole da economia está gerando a inflação, fruto do aumento da taxa básica de juros e da situação do câmbio, com o dólar apresentado altas constantes. “Isso faz com que a inflação tome conta da economia, gerando repasse aos preços e, com esses repasses, automaticamente, cai o poder de consumo da população e, quando cai o poder de consumo, atinge as empresas, que, por sua vez, sofrem perdas de receita e começam a demitir”, explicou.
Para ele, a MP é mais uma medida pontual para tratar de forma paliativa um problema sério, que nada mais é do que o descontrole das contas públicas. “Na minha avaliação, essa medida não vai atingir o objetivo, pode até beneficiar um ou outro segmento industrial, mas, de um modo geral, não contempla a indústria nacional, principalmente, as pequenas e médias indústrias”, assegurou.
Sérgio Longen avalia que, de maneira nenhuma, o setor pode admitir que uma empresa seja impedida de demitir quando seus produtos não podem ser comercializados porque chegam similares de outros países muito mais baratos do que os produzidos no Brasil. “Não tem como você tentar tapar o sol com peneira com uma medida feita no afogadilho. O Governo precisa é mostrar que tem condições de fazer o ajuste da máquina pública, contendo suas despesas e, aí sim, gerar o equilíbrio econômico e fiscal, transmitindo para a sociedade que é desta maneira que se faz o dever de casa e não criando impostos”, finalizou.
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