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CAMPO GRANDE

Justiça recebe denúncia contra cinco por morte de pacientes em quimioterapia

23 novembro 2015 - 20h50

O juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Márcio Alexandre Wust, recebeu denúncia do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do sul (MPE) contra cinco pessoas, sendo dois médicos, dois farmacêuticos e um enfermeiro, pela morte de quatro pacientes do Setor de Oncologia da Santa Casa de Campo Grande, ocorridas em 2014.

Foram denunciados por homicídio culposo o médico responsável pelo setor de oncologia, José Maria Ascenço, o médico assistente Henrique Ascenso, os farmacêuticos Rafael Castro Fernandes e Rita de Cássia Junqueira Goudinho Cunha e o a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado.

Os cinco já haviam sido indiciados pela Polícia Civil no dia 30 de julho de 2015. O magistrado determinou prazo de 10 dias para os acusados apresentarem resposta a acusação e arrolar testemunhas.

O CASO

As pacientes Carmem Isfran Bernard, Norotilde de Araújo Greco e Maria Glória Guimarães morreram em 2014, enquanto Margarida Isabel de Oliveira sofreu lesões graves em decorrência do tratamento e faleceu em janeiro de 2015. A coleta de sangue desta última vítima foi fundamental para as investigações.

De acordo com a delegada responsável pelo inquérito, Ana Cláudia Medina, o farmacêutico Rafael foi o responsável pela manipulação errada de medicamento, que causou diversos efeitos colaterais nas pacientes. A enfermeira Giovana foi indiciada por fazer a manipulação do medicamento de forma irregular, que só deveria ser feita por farmacêuticos, além de deixar Rafael, que era novato, sem supervisão.

O médico José Maria Ascenso foi indiciado porque, de acordo com Medina, ele sabia que o farmacêutico era novo e não tinha condições de trabalhar sozinho, assumindo o risco.

As investigações apontaram ainda que a farmacêutica Rita de Cássia preenchia os prontuários médicos com base na receita médica horas depois da aplicação. O medicamento era aplicado pelo outro farmacêutico na parte da manhã e preenchido a tarde com o nome de Rita.

Com base no inquérito da Polícia Civil, o MPE denunciou os indiciados à Justiça. (Com informações Correio do Estado)

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