Uma jornalista de 22 foi alvo de ofensas de policiais militares, em Campo Grande, após publicar uma matéria que falava sobre uma abordagem policial realizada em um bar próximo a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Segundo o site Campo Grande News, o caso ganhou repercussão porque os comentários ofensivos foram postados em um grupo na rede social Facebook e após ela registrar um boletim de ocorrência por difamação.
Conforme o boletim de ocorrência, Izabela Sanches Silva de Carvalho Nanni alega que na página, onde os comentários foram postados, existem dizeres contrários ao que a reportagem quis mostrar. A reportagem falava de estudantes, que segundo ela, foram agredidos ao questionar as ações da polícia militar.
A página chamada “Ser Policial Por Amor”. Um trecho da postagem diz: “Ela é aquelas feministas da esquerda, que adora fumar maconha e mostrar os peitos em praça pública. A animal também diz que os baderneiros ficam na rua apenas para atravessar de um bar para outro. E que a polícia agrediu "estudantes".
O comentários de um dos internautas diz: “Jornalzinho nenhum irá manchar o caráter e o trabalho dos nossos batalhões! Desrespeitou, é pau, spray, bomba de efeito e se chorar mais ainda, tem tiro de borracha! Jornalzinho de merda, a repórter então, não precisa nem comentar”.
Indignado, em seguida o pai da jornalista responde: “Sou pai da Jornalista Izabela Sanchez. Jornalista essa que se formou com louvor numa federal com nota máxima, jornalista essa que por dificuldades financeiras pegava iniciações científicas desde o primeiro semestre, para ajudar no seu custeio aí em campo Grande, sou um pai orgulhoso por ter uma filha com tanta sensibilidade para as questões sociais deste país. Questões essas que em sua maioria precisam ser revistas”.
Ainda continua: "É uma pena que as pessoas se fechem em corporações, corporativas ou entidades de classe, e esqueçam de absorver o sentido das diferenças. A pior coisa do ser humano é ignorar que problemas graves existem, e se esconder diante deles. Problemas que terão que ser resolvidos em todas as áreas , incluindo segurança publica, estou bem acordado!”.
Na página também há comentários ofensivos a outros veículos de imprensa da cidade. Várias pessoas se mobilizaram na mesma página, em comentários, defendendo a jornalista.
Ela também fez um publicação em sua página do Facebook onde diz: "Se sou feminista e de esquerda, polícia militar de Mato Grosso do Sul? Sou sim. E aqui vai mais um aviso: não estamos mais na ditadura, portanto, continuarei a ser aquilo que eu quiser, e continuarei, inclusive com o meu trabalho, a militar pelas causa que eu acredito”. Ela recebeu o apoio dos colegas de profissão através de comentários.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro de Campo Grande, por volta das 18h30 deste sábado, e será investigado pelo delegado de Polícia Civil João Eduardo Santana Davâncio.
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