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ECONOMIA

Indústria gráfica do Estado recua 3,7% no 1º trimestre

09 junho 2015 - 15h45

Assessoria

No ritmo da indústria gráfica nacional, em Mato Grosso do Sul o segmento também recuou 3,7% nos três primeiros meses deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Para o presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Mato Grosso do Sul), Julião Gaúna, que também preside o Conselho Diretivo da Abigraf Nacional, o recuo está diretamente relacionado ao cenário econômico nacional, que deixou estagnado quase todos os segmentos da indústria.

“Temos orientado nossos associados a terem cautela e evitar contração de novas dívidas como empréstimos e cheque especial, pois acreditamos que aqueles que estiverem com as finanças equilibradas conseguirão transpor a tempestade”, declarou Julião Gaúna.

Apesar do índice negativo, o segmento vem, aos poucos, tentando restabelecer o quadro de trabalhadores. No primeiro trimestre foram abertas 8 novas vagas, no mesmo período do ano passado foram 20 baixas e em todo o ano de 2014 o número de desligamentos chegou a 47. Atualmente, a indústria gráfica conta com 1.912 trabalhadores no Estado, conforme dados do Radar Industrial da Fiems.

Na avaliação de Julião Gaúna, os números reforçam a necessidade de cautela por parte dos empresários, que mesmo diante do atual cenário econômico tentam buscar o restabelecimento do quadro de funcionários. “Em alguns momentos o setor acaba fazendo os desligamentos como forma de contenção, mas tentamos aos poucos recompor o quadro”, declarou.

Panorama nacional

Nacionalmente o setor gráfico recuou 3,7% na mesma comparação do primeiro trimestre deste ano com os três primeiros meses de 2014. Frente ao último trimestre de 2014, o recuo foi de 1,4% contra retração de 2,7% da indústria de transformação. A informação foi apurada pela Abigraf Nacional, com base na Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O encolhimento trouxe junto a necessidade de ajustes. Estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE) indicam que, de janeiro a março, o setor gráfico desativou 2.078 vagas, um recuo de 2,7% em relação a igual período de 2014.

Houve retração também nos investimento do setor, com queda de 15% nas importações de máquinas e equipamentos gráficos, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. “É um espelho da queda de confiança do empresário”, constata o presidente nacional da Abigraf, Levi Ceregato.

A favor dessa tese, Levi Ceregato, aponta a queda de 7 pontos no Índice de Confiança da Indústria Gráfica, apurado nacionalmente pela Abigraf a cada três meses. Na edição de janeiro a março, a Indústria gráfica registrou 41 pontos, em uma escala de 0 a 100, na qual 50 representa o ponto de neutralidade.

Frente à situação atual, o Índice foi ainda menor (35,1 pontos) e só teve pequena recuperação no quesito expectativas (47). As empresas de grande porte foram as menos pessimistas, assim como aquelas situadas no Sul e no Centro-Oeste – provável reflexo da safra agrícola e da alta de câmbio, que beneficia o agronegócio.

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