Pesquisa recente mostra que na ‘espontânea’, mais de 40% dos consultados não sabem ou não responderam sobre o candidato a ser escolhido para prefeito da capital nas eleições deste ano.
‘Tudo bem – o pleito vai acontecer ainda em outubro’, diriam alguns para tentar justificar o alto índice registrado no universo consultado. É certo que o brasileiro de modo geral está preocupado com suas finanças pessoais ou domésticas, de olho no quadro econômico do país - onde a inflação convive com a recessão em todos os segmentos.
Mas não se pode negar que o ‘buraco é mais embaixo’, que há no imaginário popular uma imediata sintonia entre os desacertos econômicos do país e o comportamento da classe política de cabo a rabo.
Se numa ponta os meios de comunicação estão mostrando diariamente escândalos financeiros beneficiando políticos, na outra agravam-se os problemas à cargo da gerência pública em todos os níveis. Nestas horas, vereadores, prefeitos, deputados, senadores e a presidente da república ocupam o mesmo balaio na cabeça do eleitor graças aos seus ‘pecados’.
Portanto, há de ser feita nesta oportunidade outro tipo de análise para se justificar essa omissão do eleitor nas pesquisas. O fator indignação há de ser levado em conta, independentemente do nível cultural ou social do cidadão que mora em nossa capital. Aliás, é correta a tese de que quem sofre mais com a omissão e incompetência do gerenciamento público, é mais pragmático e autêntico na manifestação de seu descontentamento ou indignação. É mais direto, sem rodeios!
Nossos políticos precisam entender de uma vez por todas que o eleitor tem o poder do ‘raio x’ – fazendo a leitura do que ocorre no interior dos gabinetes do poder. Daí ele se indignar com as figuras caricatas de políticos que não praticam o que pregam - que lembram aquela velha propaganda de shampô resumida na frase “Parece remédio, mas não é”.
Pode-se inclusive abraçar a teoria de que o eleitor – além de indignado, estaria ressabiado com o que está por acontecer nos bastidores políticos, onde quase sempre seus legítimos interesses pesam muito pouco. Enfim, o eleitor tem seu próprio juízo de valor- igual quando vai ao açougue e sabe distinguir a carne de pescoço da saborosa picanha. Evidente, tudo tem seu preço.
De leve...
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