O homem apontado como autor de manter a esposa em cárcere privado e agredi-la com socos e enforcamento em uma área rural de Campo Grande, se apresentou espontaneamente à polícia, na manhã desta quinta-feira, dia 02 de abril, após ter a prisão decretada. Identificado como Weverton Aparecido Coelho Rosa, de 30 anos, ele nega qualquer envolvimento nos fatos.
Segundo o advogado Cairo Frazão, a apresentação foi feita para que o mandado fosse cumprido. “Vamos apresentar ele espontaneamente. Segundo o site Campo Grande News, ele passará pela audiência de custódia amanhã e logo após entraremos com pedido de revogação de prisão. Negamos qualquer autoria quanto aos fatos”, afirmou.
A prisão ocorre após denúncia grave registrada por uma mulher de 40 anos, que afirmou ter sido mantida sob controle e ameaças constantes por anos. Ela foi resgatada pela Polícia Militar depois que o filho pediu socorro ao encontrar a mãe machucada dentro da residência.
De acordo com o boletim de ocorrência, o filho relatou que sempre desconfiou que a mãe fosse vítima de violência doméstica, mas que ela escondia a situação por medo do companheiro. Ao chegar no imóvel e ver as lesões, decidiu acionar a polícia. Quando os militares chegaram, Weverton já havia fugido.
No local, a equipe encontrou a vítima com sinais visíveis de agressão: olho direito roxo, além de vermelhidão e arranhões no pescoço. Ela contou que foi espancada na noite anterior, levando socos no rosto, e que em determinado momento foi enforcada, dizendo ter sentido medo de morrer.
Ainda conforme o relato, a mulher afirmou que era impedida de sair de casa e vivia sob ameaças constantes. Ela disse que as agressões vinham ocorrendo há anos e se intensificaram recentemente. Durante o atendimento, demonstrava pânico e repetia várias vezes que temia o que o companheiro poderia fazer com ela e com as duas filhas menores.
O filho dela também declarou que a mãe raramente saía de casa e que ele próprio já foi ameaçado pelo suspeito. Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram um rifle e munições calibre 22 guardados no guarda-roupas. A vítima afirmou que a arma pertencia ao companheiro.
Segundo o advogado, o homem disse que trabalhou naquele dia e evitou ir para casa porque a esposa estava bebendo. “Ela foi até o local, discutiu com ele e então ele não decidiu não voltar para casa. No outro dia ficou sabendo que tinha polícia lá”, disse Cairo Frazão.
O advogado afirmou que há testemunhas de que ele não estava em casa. “A alegação de cárcere a gente nega veementemente. Sobre o enteado, ele não tem boa convivência com o enteado, isso gerou certo atrito”.
Sobre agressões, o suspeito afirma que ela caiu e se machucou, também afirma que ela tem o hábito de automutilação.
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