Mato Grosso do Sul deu o primeiro passo para auxiliar o Brasil a atingir as metas estabelecidas para a redução das emissões de carbono e contenção dos efeitos do aquecimento global, firmadas no documento final da COP 21, Conferência Mundial do Clima realizada em dezembro do ano passado em Paris. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) realizaram na segunda-feira (15), a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas e Biodiversidade.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, “o GT está no ambito do PPA (Plano Plurianual) da Semade e integra as ações do ProClima, programa idealizado para discutir e propor políticas públicas sobre o tema. O objetivo inicial desse grupo é o de apresentar ao final de 2016 um Plano Estadual para as Mudanças Climáticas e oferecer contribuições efetivas para as metas brasileiras firmadas na Carta de Paris”.
Técnicos do Imasul e da Semade integram o GT, juntamente com representantes de outros órgãos do governo do Estado, como a Defesa Civil, Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf) e Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei). Serão realizados encontros periódicos para o nivelamento do conhecimento dos integrantes e levantamento de todo o know how de pesquisas e estudos existentes sobre o assunto em Mato Grosso do Sul.
“Trata-se de um novo paradigma a ser estabelecido em nosso Estado. Não podemos falar de Desenvolvimento Sustentável sem tratar de ações que contribuam para conter o aquecimento global. O GT vai nos indicar caminhos para estabelecer uma política pública de governo. Será um trabalho intenso e ousado, mas que vai nos possibilitar contribuir significativamente para o país e o mundo”, afirma o secretário-adjunto da Semade, Ricardo Senna.
Algumas ações concretas já serão realizadas ainda no primeiro semestre deste ano. “Vamos realizar um seminário com pesquisadores da área e instituições que tratam do tema. Temos uma proposta audaciosa que é a de criar o programa Estado de Mato Grosso do Sul Carbono Zero. Já possuímos um agricultura tecnificada e uma produção industrial com práticas sustentáveis. Nós acreditamos que podemos ser um Estado pioneiro e nos destacar nacionalmente sob o ponto de vista estratégico. Queremos liderar o processo de mudanças climáticas e mostrar que é possível um Estado ser Carbono Zero”, informou o titular da Semade e diretor-presidente do Imasul..
Além do secretário Jaime Verruck e do secretário-adjunto Ricardo Senna, também participaram da primeira reunião do GT Mudanças Climáticas e Biodiversidade a diretora de Desenvolvimento do Imasul, Thaís Azambuja Caramori, a gerente de Desenvolvimento e Modernização, Eliane Crisóstomo Dias Ribeiro, o superintendente de Ciência e Tecnologia da Sectei, Renato Roscoe, representantes da Sepaf, da Defesa Civil e fiscais, analistas e gestores ambientais do Instituto. Outras entidades poderão ser convidadas a participar do GT, que será coordenado pela Semade e pelo Imasul.
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