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ARTIGO

Governo terminado, mas ainda não esquecido judicialmente

05 fevereiro 2016 - 16h35

Removendo o arquivamento do investigação contra compra suspeita de fazendas {1}, ainda há muito chão a perder de vista no caminho para André Puccinelli (PMDB) se livrar de assombrações criadas por ele mesmo e comparsas em seu reinado, que há dois anos expirou dando lugar a Reinaldo Azambuja (PSDB). Parafraseando alguns dos elementos (incluindo o chefe), neste começo de ano foi ressuscitado pelo Ministério Público Estadual, talvez após empenho almejando decidir as punições, o conhecimento de condutas que rebaixavam servidores públicos e o povo a nível de escravos dos líderes, que manipulavam o contingente da primeira categoria subutilizando-o ou ameaçando descartá-lo.

Determina a lei o apelo das instituições estatais ao concurso público visando a cobertura de cargos inelegíveis por influência da alta demanda que não permite escolhas à semelhança das funções de comando. Assim é sinalizada a capacidade de os órgãos estatais recepcionarem humanamente quem a seu uso possui direito – todos –, funcionando sob a energia de mão-de-obra capaz graças à comprovada infusão de saberes inerentes à labuta ou sua adaptação à mesma nos portadores de uma amostra deles.

Mas na realidade nem sempre os fatos obedecem a esses ventos. Vira e mexe a gente fica sabendo de falhas em provas de concursos que, quando intencionais, tiram dos inscritos merecedores chances de pródiga carreira em benefício de grupos ou pessoas isolados. Entretanto, como a estratégia do passado governo sul-mato-grossense, parece não se ter aplicado antes alguma semelhante em habilidade para se obter o que desejam os perpetradores.

Desde o início da dupla gestão Puccinelli (2006-2014) muita gente conseguira ingressar em seu funcionalismo com o reto emprego dos meios de praxe. Engaiolados os pássaros na Superintendência de Gestão da Informação e secretarias de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) e de Desenvolvimento Agrário e Turismo (Seprotur), tornou-se a una norma trabalhar para os parasitas a eles entregando vitais direitos e deveres, não tendo como reagir aos castigos provindos da negação, a escolha pelo caminho certo.

A rotina na SGI tinha ilustre participação do primeiro e mais grave tipo de abuso contra os trabalhadores mencionado ao fim do primeiro parágrafo. Um corpo de delito cuja profunda análise ainda mais abalaria a descrença a que se vulnerabiliza seu ato de indiciamento contra André, o empresário João Baird, o ex-secretário de Fazenda Mário Sergio Maciel Lorenzetto, o ex-ocupante adjunto da pasta André Luiz Cance e o ex-superintendente de Gestão da Informação Daniel Nantes Abuchaim são os mecanismos de transparência dos órgãos estaduais.

Em maior afinidade com a Itel Informática, propriedade de Baird, com quem celebrou contrato para se apropriar de funções cabíveis ao proletariado concursado, a antiga tropa de gestão estadual, apesar de ser paga pela orquestra, pôde escolher a música. Traduzindo para este contexto, os gestores e a empresa puderam a seu jeito, segundo interesses comuns a eles, selecionar o que e como publicariam nas plataformas de acesso popular contrariando o que a sociedade necessita saber sem máscaras.

A segunda linhagem de improbidade assemelhava as secretarias no modo de operação e destino de seus distintos propósitos. Em vídeo de 2012 André empurrava a servidores as funções de cabo eleitoral e eleitor destinadas a implantar e eternizar a hegemonia de parceiros comprometidos a governar Campo Grande mantendo a rota de regalias em direção ao chefe que deixava a cena política regional. Sem considerar, porém, o insucesso da coação no momento em que as urnas encontram-se dispostas aos votantes por causa da privacidade que os aparelhos lhe conferem, embora os estragos anteriores a esse instante sejam grandes para os demais candidatos devido a comum emprego de calúnias a eles entre os meios persuasivos.

Em resumo, as condições disciplinares a que o MPE quer a submissão dos malfeitores englobam multa de quase R$ 2,5 milhões e inelegibilidade em cargos públicos por 8 anos. Boa medida em teoria, que para se transfigurar na prática exige se coligar à criação de barreiras à fácil regeneração do couro arrancado da fortuna, ao qual caberia uso para revestir o rombo em que as falcatruas resultaram, junto ao posicionamento também da Itel no espaço de abrangência do raio punitivo. Os nomes apresentados constituem mais uma penca de homens públicos a serem marcadas como permanentemente descartáveis por nossas consciências, forma de colaborarmos para o sucesso nas medidas judiciais anticorrupção no momento em que os transgressores retomarem o direito às disputas governamentais.

Estudante*

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