O governo do Estado emitiu nota na noite de segunda-feira alegando que encerrou o projeto de pesquisa científica “Biodiversidade para todos: da água à popularização da ciência e proteção da vida por meio do Aquário do Pantanal”. O motivo alegado é o atraso na conclusão do Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira (Cepric) do Aquário do Pantanal, que estava previsto para novembro de 2015 e que não será terminado a tempo.
De acordo com a avaliação técnico-cientista de especialistas do Cepta (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais) e da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), as recomendações apontadas nas avaliações técnicas, previstas no edital, não foram totalmente atendidas pela empresa responsável, a Anambi Análise Ambiental.
O contrato foi firmado no governo André Puccinelli (PMDB) com valores de R$ 5,2 milhões.
Confira nota na íntegra:
Em virtude do atraso na conclusão da edificação do Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira (Cepric) do Aquário do Pantanal, que estava previsto para novembro de 2015 e não há data precisa para a transferência dos peixes da quarentena para o referido centro, o Governo do Estado decidiu pelo encerramento do projeto de pesquisa científica “Biodiversidade para todos: da água à popularização da ciência e proteção da vida por meio do Aquário do Pantanal”.
A avaliação técnico-científica dos consultores pesquisadores doutores, especialistas na área do projeto, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta) e da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)- campus Jaboticabal, entregue na última quinta-feira (25), indicou que as recomendações apontadas nas avaliações técnicas, previstas no edital, não foram totalmente atendidas.
A mudança dos peixes para outro local deve ser muito bem avaliada, uma vez que encontram-se em fase de adaptação, tendo saído do ambiente natural para um quarentenário, passando por um estresse de captura de transporte e manejo e, algumas espécies já estão adaptadas.
Por este motivo, a orientação é que os peixes existentes sejam mantidos nos tanques da quarentena do Aquário até a conclusão do Centro de Pesquisa ou entregues à instituições de ensino e pesquisa.
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) assumirá a manutenção dos peixes até que a obra seja concluída para a contenção dos gastos públicos.
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