O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira (9) que o governo federal iniciará na próxima semana cinco mesas de negociação para resolver os conflitos sobre demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul. As áreas, segundo ele, foram escolhidas em comum acordo entre governos federal e estadual e lideranças indígenas e de produtores rurais.
“São áreas de pontos conflituosos, áreas indígenas em processo de demarcação e que podem abranger mais de um município", afirmou em entrevista a Agência Brasil.
Cardozo esteve em audiência pública na Câmara dos Deputados para explicar as ações do governo federal na resolução dos atuais conflitos sobre demarcação de terras indígenas.
"Há todo interesse que a mediação seja feita com rapidez para discutirmos alternativas para resolver a situação”, acrescentou.
Entre os assuntos tratados, também está a morte do indígena Simeão Vilhalva, 24, ocorrida no dia 29 de agosto no município de Antônio João. Na ocasião, um grupo de fazendeiros se deslocou até as propriedades invadidas para tentar retomá-las, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/dof-confirma-morte-de-um-indio-no-conflito-em-propriedade-invadida-em-antonio-joao).
Para Cardozo, a mediação é a melhor alternativa para resolução de conflitos em terras indígenas. “É a única maneira de conciliar direitos de produtores e indígenas. É a única forma de evitarmos a judicialização que muitas vezes arrasta o conflito, faz com que ele se agonize e não gere soluções”, disse. Entretanto, o ministro reforçou que, independentemente da forma como as resoluções ocorram, o governo trabalhará para garantir a lei e a ordem e evitar atos de violência.
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