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Governo federal vira as costas para questões indígenas, diz Reinaldo em ato de estudantes

06 julho 2015 - 19h20

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse no final da tarde desta segunda-feira (6) que a União tem virado as costas às questões indígenas de Mato Grosso do Sul. A afirmação foi feita durante entrega da obra do Bloco G na sede Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Dourados, após protesto de acadêmicos que entre outros temas, trazia os problemas que envolvem os índios.

Um grupo de cinco estudantes levou faixas ao local, com dizeres como “Abaixo à morte do povo indígena” e “governo dos fazendeiros”. “Nós vimos esta oportunidade de que o governador estaria e aproveitamos para trazer as nossas reivindicações. Além da questão indígena, também tratamos sobre a educação e as obras da Guaicurus, por exemplo”, disse Luciano Fernandes de Oliveira, 26, acadêmico do 3º ano de Química da Uems.

Em resposta ao manifesto, Reinaldo disse em seu discurso que a luta contra a morte de índios deve ser “uma meta de todos nós, do governo, da universidade, de todos aqueles que possam fazer sua parte”. Ele disse ainda que é necessário despolitizar a questão indígena. “Porque tem pessoas que utilizam os indígenas como massa de manobra, como instrumento”, disse.

Azambuja afirmou também que pela primeira vez no Mato Grosso do Sul, um governo cria estrutura - subsecretaria de assuntos indígenas - nomeando lideranças de todas as etnias para trabalhar junto ao Estado sobre os problemas que afligem os povos indígenas.

“Agora, o governo não aguenta mais isso, eu acho que o governo federal que vira as costas nessas questões, e eu falo isso porque falei com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, eu falei: ‘Zé, do jeito que vocês estão tratando a questão indígena no Mato Grosso do Sul, eu não sei o que pode acontecer porque nós estamos indo para um sistema que um lado não conversa com o outro e está tendo um acirramento tão grande que nós precisamos resolver isso”, disse Reinaldo.

O governador alega que cobrou o ministro com relação ao conflito relacionado à Fazenda Buriti, que está há um ano e meio “nas mãos” da União sem ser resolvido e afirmou que a mobilização dos estudantes é legítima. “Por isso que é bom viver no Brasil, onde a população tem o livre direito de se manifestar e propor o contraditório”, disse o governador.

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