O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) participou nesta terça-feira da primeira reunião de 2016 do grupo de trabalho composto por parlamentares da Comissão de Seguridade Social e Família para tratar sobre a fosfoetanolamina e a microcefalia. A reunião liderada pelo parlamentar sul mato-grossense foi motivada em função da recente explosão de casos do zika vírus em todo Brasil, sobretudo, na região Nordeste. Na última segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência médica internacional, quando 113 países identificaram a presença do vírus.
Na avaliação do deputado Geraldo Resende o governo federal precisa assumir a responsabilidade em promover investimentos que realmente possam combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele salientou a importância da União em ajudar os estados e municípios contra essa epidemia. “Embora o governo tenha lançado no ano passado o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, é preciso que o Ministério da Saúde invista muito mais na prevenção, reforçando mais as campanhas educativas, especialmente, nas regiões e áreas de risco mais iminentes, onde o foco e a proliferação do mosquito são maiores”, disse Geraldo Resende.
De acordo com o parlamentar, o grupo de trabalho da comissão já está empenhado para buscar o apoio dos demais deputados e líderes partidários para aprovação da Medida Provisória 712/2016. A proposta permite que em situação de iminente perigo a saúde pública, a autoridade do Sistema Único de Saúde – SUS, em cada esfera de governo (Federal, Estadual ou Municipal) adote medidas necessárias ao combate do agente transmissor. “É preciso que os agentes de combate às endemias cumpram o seu dever de monitorar as áreas de risco, mesmo sem a autorização de seus moradores, bem como terrenos baldios, veículos e imóveis efetivamente abandonados. Essa medida é importante, pois cada área deve ser vasculhada contra o mosquito”, explicou Geraldo Resende.
O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Dr. Cláudio Mairovitch, disse que o Brasil está comprometido em desenvolver uma vacina contra os soros que o mosquito Aedes aegypti transmite. “Os institutos Butantan, Fiocruz e o Evandro Chagas estão trabalhando intensamente em parceria com governos estrangeiros para descobrir uma vacinação contra a zika vírus, chikungunya, dengue e a Fosfoetanolamina”, explicou Mairovitch.
Ao final da reunião de trabalho, Geraldo Resende e outros deputados relataram casos registrados de microcefalia e dengue em seus Estados. Eles expuseram suas opiniões e ideias. Os parlamentares cobraram mais empenho do Ministério da Saúde, através de informações mais precisas e atuais sobre a situação e as medidas que estão sendo tomadas pelo governo federal”, concluiu Geraldo Resende.
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