Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 1.738/11, de autoria do deputado federal Geraldo Resende, que propõe a instituição, pelo Ministério da Saúde, de uma Política Nacional de Vacina contra Leishmaniose Animal e torna obrigatória a vacinação anual de cães e gatos contra leishmaniose. A matéria tramita em diversas comissões, como a de Seguridade Social e Família, e tem recebido diversas contribuições de outros parlamentares federais.
Geraldo Resende defende o encoleiramento, medida recomendada pela a Organização Mundial da Saúde (OMS), e esclarece que já existem estudos que comprovam a eficácia da medida preventiva. “O encoleiramento importaria em gastos menores do que os empregados com a matança, que é cruel e dispendiosa aos cofres públicos. Não se justifica continuar fazendo o que comprovadamente é caro, ineficaz e cruel aos nossos animais”, pondera Tripoli.
O parlamentar salienta ainda que o tema já foi debatido em audiência pública na Câmara em 2010, quando solicitou a realização de testes em municípios onde a leishmaniose estava matando seres humanos e animais. Nesses testes deveria ser realizado o encoleiramento de cães em massa, usando coleiras que continham a substância deltametrina. Durante a audiência em 2010, representantes do Ministério da Saúde se comprometeram a realizar os testes, explica o deputado.
A Leishmaniose
A leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado, conhecido, dependendo da localidade, como mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. 3 É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê e urbanos como gatos, ratos e seres humanos.
Estima-se que, para cada caso em humanos, há uma média de 200 cães infectados. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A primeira caracteriza-se por feridas na pele que se localizam principalmente nas áreas expostas do corpo. A leishmaniose visceral, por seu turno, é uma doença sistêmica, pois ataca vários órgãos internos.
A leishmaniose é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das seis maiores epidemias de origem parasitária do mundo. Entretanto, focos de leishmaniose visceral canina seguem expandindo-se. Na América Latina, por exemplo, a zoonose existe em 12 países, sendo que 90% dos casos acontecem no Brasil.
A leishmaniose visceral canina é considerada mais importante que a doença humana, vez que, além de ser mais prevalente, há um enorme contingente de cães infectados com o parasita cutâneo, servindo como fonte de contaminação para os mosquitos vetores. Por isso o cão doméstico é o principal reservatório do parasita. No Brasil, os cães comprovadamente acometidos pela zoonose são encaminhados à eutanásia.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Morador encontra ossada humana enquanto colhia madeira

Confira as dezenas sorteadas do concurso 2.996 da Mega-Sena

Ação conjunta intercepta ônibus para deslocamento de estrangeiros

Novas regras de consignado para servidores entram em vigor

Polícia apreende quase uma tonelada de maconha em veículo

Escorpiões: como evitar acidentes e o que fazer em caso de picada

Pedestre morre após ser atropelado por carreta na BR-262

Mais de 47 milhões ainda têm dinheiro esquecido nos bancos

Justiça concede liberdade a paranaense presa com skunk

Dólar cai a R$ 4,99 com expectativa de negociações entre EUA e Irã
Mais Lidas

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica

Idosa é enganada por falso prêmio e descobre empréstimos de R$ 1,8 mil em Dourados

Inmet emite dois alertas de tempestade e coloca Dourados em atenção no fim de semana

Geraldo Resende na Comissão de Seguridade Social e Família