Menu
Busca terça, 26 de maio de 2020
(67) 99659-5905
SAÚDE PÚBLICA

Fibrose cística afeta uma a cada 10 mil pessoas no Brasil

05 setembro 2017 - 19h20

A fibrose cística é uma doença genética e crônica que atinge os sistemas respiratório e digestório, com incidência média no Brasil de uma para 10 mil pessoas. O Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística é celebrado nesta terça-feira (5) no País para esclarecer a população sobre a condição, que não é transmissível.

Não existe cura para a fibrose cística, também chamada de mucoviscidose. A doença é caracterizada pela produção de muco mais espesso que o normal, que leva ao acúmulo de bactérias e germes nas vias respiratórias e no pâncreas.

Entre os sintomas mais comuns estão a tosse persistente, muitas vezes com catarro; pele e suor com sabor salgado; infecções pulmonares frequentes, como pneumonia e bronquite; chiados no peito; gordura nas fezes; baixo crescimento e pouco ganho de peso. A gravidade e frequência dos sintomas variam, mas a maioria dos pacientes os apresentam ainda nos primeiros anos de vida.

Com o diagnóstico precoce por meio do Teste do Pezinho, o paciente tem a qualidade de vida melhorada, podendo começar o tratamento logo cedo. O teste, realizado com a coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, deve ser feito entre o 3º e 5º dia após o nascimento.

Segundo a pneumologista pediatra, Luciana Monte, coordenadora do Centro de Referência Pediátrico em Fibrose Cística do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), os pacientes têm chegado ao hospital antes mesmo dos sintomas aparecerem, devido ao diagnóstico do Teste do Pezinho.

"Acompanhamos desde cedo, então vamos prevenindo os sintomas. Ainda não existe cura, mas no tratamento a gente fluidifica a secreção e faz fisioterapia para retirar a secreção acumulada, o que minimiza a progressão da doença", explicou.

O tratamento dos pacientes deve envolver, além de medicamentos, programa de fisioterapia respiratória, hidratação, tratamento precoce das infecções respiratórias e fluidificação de secreções. O acompanhamento é multidisciplinar, envolvendo psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros especialistas.

A alteração genética é mais frequente em pessoas brancas. "Não é uma doença transmissível, é genética: o pai e a mãe têm de ter a mutação. Um fibrocístico e outro não podem ficar juntos no mesmo ambiente, porque podem passar bactérias entre si, mas não precisam ficar separados de outras pessoas", ressalta Luciana.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LOTERIA
Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 33 milhões amanhã
PANDEMIA
Após policiais testarem positivo para o coronavírus, delegacias são fechadas para desinfecção
NOVO ÓBITO
Saúde de Mato Grosso do Sul confirma 18ª morte por coronavírus
TRÁFICO
Mais de 700kg de maconha são apreendidos em fundo falso de caminhão
DOURADOS
PM de Dourados terá novo comandante após operação do Gaeco
DOURADOS
Paciente com suspeita de coronavírus afasta mais de 20 profissionais da saúde no HV e UPA
PANDEMIA
Testes de coronavírus passam a ser diários no drive-thru em Dourados
ARTIGO
Seja como um bom soldado!
BRASIL
Barroso recebe presidentes da Câmara e do Senado para discutir eleição
DOURADOS
Um dia após toque de recolher estendido, prefeitura publica lei que define atividades religiosas como essenciais

Mais Lidas

DOURADOS
Prefeitura estende toque de recolher em 2h em Dourados
PANDEMIA
Dourados tem mais de 150 casos de Covid-19 e secretário diz ser assustadora a crescente na região
PANDEMIA
Dois meses após decreto de emergência, Dourados confirmou 127 casos de Covid-19
PANDEMIA
Número de pacientes internados por coronavírus em Dourados sobe 50% em 24h