Os cães de busca, resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul são um grande reforço na atuação dos militares na busca por pessoas desaparecidas. A corporação conta com dois canis e quatro cães que juntos acumulam 22 certificações nacionais e internacionais de buscas em ambientes rurais e urbanos.
Em Campo Grande o canil do 6° Grupamento de Bombeiros, no Parque dos Poderes, conta com dois cães de resgate, sendo a pastora holandesa, Laika que faz binômio com o Sargento Thiago Kalunga, e a pastora belga malinios, Mali parceira do Cabo Medeiros. O canil do 5° Subgrupamento Independente de Bombeiros no município de Coxim, conta com a labradora Cindy que faz binômio com Sargento Luciclei e Duke com Major Fábio.
“Essa parceria com os cães, denominada binômio, que é a união entre o cão de resgate e o Bombeiro Militar, ela consegue fazer muita diferença numa atividade de busca, pois um cão na atividade de busca por uma pessoa perdida, consegue substituir de 20 a 30 bombeiros militares devido a sua capacidade olfativa que vai muito além que a do ser humano”, explica Major BM Fábio Pereira de Lima, chefe da assessoria de comunicação do CBMMS.
Os animais participam constantemente de ocorrências em todo Mato Grosso do Sul, seja de pessoas desaparecidas, ou mesmo auxiliando a Polícia Civil na localização de restos mortais. Um dos casos mais recentes foi de uma idosa de 72 anos que ficou cinco dias desaparecida em Dourados, e teve seu corpo encontrado com o auxílio dos cães de resgate.
Os bombeiros condutores e os cães do CBMMS também estão aptos a prestar auxílio a outros Estados brasileiros, como ocorreu em 2019, com o envio de dois cães para auxiliar nas buscas da tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. “Foram enviados dois cães, tive o privilégio de participar dessa missão que nos dedicamos por cerca de 30 dias, e ajudamos a localizar os corpos de duas vítimas”, lembra Major Fábio que na ocasião cumpriu missão ao lado do cão Duke, e da cadela Cindy com seu binômio Sargento Luciclei da Silva Lima.
Embora ainda estejam operativos, Cindy e Duke, precursores no serviço de resgate e salvamento no Estado, já se preparam para a aposentadoria, pois já estão com 9 anos de idade. Outros dois cães já estão em treinamento nos canis de Campo Grande e de Coxim.
De acordo com Major Fábio, a vida útil de um cão no serviço é de 8 anos, sendo possível trabalhar mais, como é o caso de ambos, conforme avaliação de capacidade física e de saúde do animal. Ele reforça ainda que os animais não ficam presos nos canis, após os treinamentos e missões, ou até mesmo depois da aposentadoria eles acompanham o condutor na residência familiar. “Isso ajuda a aumentar o vínculo entre o bombeiro militar e o cão de resgate que convive diariamente tanto em casa quanto no quartel quando está em treinamento”.
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