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ACOLHIMENTO

Evento aproxima comunidade de crianças e adolescentes acolhidos em Dourados

22 novembro 2017 - 06h47Por Da Redação

Na noite da última sexta-feira, dia 17 de novembro, o ginásio de esportes do Lar Santa Rita, em Dourados, sediou um dos maiores eventos realizados pelo Projeto Padrinho da comarca: um jantar para aproximar a comunidade de crianças e adolescentes que estão nas entidades de acolhimento e que precisam de padrinhos e madrinhas.
 
Importante lembrar que o Projeto Padrinho objetiva auxiliar crianças e adolescentes durante o período em que permanecem acolhidos. Criado em Campo Grande, em junho de 2000, o Projeto Padrinho tornou-se referência nacional e atende entidades de acolhimento em diferentes modalidades de apadrinhamento, visando mostrar à sociedade a realidade das crianças em situação de risco e estimular o exercício da cidadania, convidando as pessoas a gestos de afetividade, levando carinho e convivência familiar e comunitária às crianças.
 
A juíza Katy Braun do Prado, que responde pela Coordenadoria da Infância e da Juventude de MS (CIJ), além de prestigiar o evento, fez uma palestra ressaltando a grande preocupação com as crianças afastadas de suas famílias, ainda que temporariamente. 
 
“O Poder Judiciário sabe que quando uma criança é afastada de seus familiares e colocada no serviço de acolhimento, muito embora esteja recebendo a proteção do Estado e tenha suas necessidades materiais atendidas, ela  precisa de apoio afetivo para suportar esse afastamento do lar. Aí a importância do Projeto Padrinho, porque a sociedade civil, por meio de voluntários, pode fazer a diferença na vida das crianças, passando um tempo com elas e apoiando-as nos projetos de vida que precisam desenvolver nas hipóteses em que deixarão o abrigo sem ter ido para adoção”, disse a juíza.
 
Katy explicou também que o trabalho do Poder Judiciário é aplicar medidas de proteção para crianças encontradas em situação de risco, mas a criança permanece afastada das suas figuras de apelo, das suas referências emocionais. 
 
“Não podemos esquecer também que as pequenas experiências de vida nos fazem lembrar do quanto é importante termos uma convivência familiar. Por isso, não importa o tamanho do seu voluntariado: para as nossas crianças os resultados serão fantásticos. Temos muitas causas na nossa sociedade, mas não há nenhuma tão recompensadora como investir no futuro de uma criança vulnerável. O afeto tem um poder fantástico de mudar o destino das pessoas”, completou.
 
Ao final, ela fez um chamamento. “Temos a expectativa de que as pessoas de Dourados que exerçam alguma atividade profissional útil para as crianças tornem-se voluntárias. Há aqueles que dispõem de recursos financeiros para auxiliar no ressarcimento de alguma despesa e essa colaboração também é bem-vinda. Procuramos ainda quem tenha tempo de qualidade para gastar com as crianças, para fazer a tarefa escolar, para levá-las para casa nos finais de semana e assim dar a elas uma referência afetiva”, concluiu. 
 
O juiz da Vara da Infância e da Adolescência de Dourados, Zaloar Murat Martins de Souza, apontou que o objetivo do jantar foi levar a comunidade a participar do Projeto Padrinho. “O que esperar como resultado desse evento? Que entre os convidados estejam pretensos padrinhos e que estes se inscrevam. A comunidade douradense tem comparecido e atendido aos chamamentos da Vara da Infância, por meio dos projetos. O Contando Minha História, por exemplo, está fazendo um sucesso incrível, tirando as senhoras das novelas, de outros afazeres, para distribuir afeto, amor e carinho, além de dedicar tempo às crianças”.
 
Mais de 80 crianças e adolescentes das quatro instituições de acolhimento de Dourados estiveram no jantar e fizeram duas apresentações, que empolgaram e comoveram os presentes. Os participantes do Projeto Padrinho receberam seus certificados, houve sorteio de brindes e muita animação. 
 
Saiba mais

O Projeto Padrinho possui diferentes modalidades de apadrinhamento: afetivo (passeiam com as crianças e adolescentes nos finais de semana), financeiro (auxilia com uma quantia que puder por mês), acolhedor (acolhem, sustentam e dão todos os cuidados no decurso do processo) e prestador de serviço (padrinhos profissionais que beneficiam várias crianças ao mesmo tempo, tais como pediatras, dentistas, terapeutas, pedagogos infantis, psicólogos e educadores). 
 
Para fazer parte do Projeto Padrinho ou de outras propostas desenvolvidas pela Vara da Infância,  basta contatar a assistente social ou a psicóloga no Fórum. Participe. Lembre-se: o amor tem o poder de mudar vidas.

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