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REGIÃO

Estudo da Hidrovia Paraná-Tietê prevê melhorias na navegação de três rios que cruzam MS

09 setembro 2014 - 15h50

A utilização dos afluentes como meio de acesso aos municípios produtores é um dos aspectos que mais irá beneficiar o setor produtivo primário de Mato Grosso do Sul, caso as soluções apontadas pelo estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental na hidrovia Paraná-Tietê sejam implementadas. A avaliação é do gestor da área técnica da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Lucas Galvan, sobre o Plano de Melhoramentos da Hidrovia Paraná-Tietê, realizado pela Ahrana – Administração da Hidrovia do Paraná e apresentado na manhã desta terça-feira (09), em Campo Grande.

A apresentação do levantamento que analisou mais de seis mil quilômetros da malha hidroviária que corta os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná foi sucedida por um debate com a participação de integrantes de diversos segmentos do setor produtivo sul-mato-grossense. Entre as proposições apresentadas pelo estudo está a utilização dos Rios Amambai, Ivinhema e Sucuruí, criando importantes vias de escoamento para o agronegócio, em especial para o papel e celulose, em franca expansão na costa Leste do Estado.

Planejado em três fases e com previsão de investimentos na ordem de R$ 13,5 bilhões até 2015, o plano atende solicitação do Ministério dos Transportes com objetivo de reduzir os custos e tornar a navegação mais rápida e segura, informou o superintendente da Ahrana, Antonio Badih Chehin. Entre os melhoramentos previstos, além da navegação nos rios do Estado, estão a extensão dos trechos navegáveis, aumento da capilaridade da hidrovia, possibilidade de navegação de comboios maiores - para ganhos de escala - e criação de um novo corredor, paralelo ao Tietê, em direção aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

Uma vez implementados pelo Ministério, os melhoramentos apontados contemplariam 80% das áreas mais produtivas de Mato Grosso do Sul, aponta Galvan. “Os afluentes inseridos nos estudos permitem a navegação pelo interior do Estado, facilitando a utilização de multimodais no escoamento da produção”, avalia Lucas. “A utilização de novos acessos significaria mais competitividade para o produtor, que é eficiente da porteira pra dentro, mas perde da porteira pra fora devido ao gargalo logístico. É o chamado custo Brasil”, enfatiza Galvan.

Segundo o estudo, o volume de grãos e derivados transportado da região Centro-Oeste passará dos 60,1 milhões de toneladas previstas para 2015 para 97,8 milhões de toneladas em 2045. A divulgação do estudo teve o apoio da Famasul e da Fiems - Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.

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