O Mato Grosso do Sul tem o quinto maior salário entre os professores do país, segundo mostra levantamento realizado e divulgado pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). O valor pago na Rede Estadual de Ensino é de R$ 2.662,83 para 40 horas/aula.
Porém, apesar de ficar à frente de grande parte das unidades da federação, o Estado caiu no ranking duas posições segundo o levantamento feito junto às Secretarias de Educação de todas as unidades da federação e divulgada na segunda-feira (1) pela confederação.
Atualmente, os educadores sul-mato-grossenses ficam atrás apenas do Rio Grande do Norte, com média de R$ 2.685,33, Amapá, onde os vencimentos são de R$ 2,7 mil, Rio de Janeiro, com valores pagos de R$ 2.948,33 e o Distrito Federal, com média de R$ 3.048,50.
Outros dois Estados, Amazonas (R$3.269,19) e Espírito Santo (R$ 3.172,08) também aparecem na frente, porém, o mapa leva em conta nesses dois casos apenas os valores pagos aos professores com graduação, e não entram na média dos vencimentos daqueles que possuem ensino médio.
GREVE
Os servidores da educação estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 27 de maio em Mato Grosso do Sul. Eles reivindicam junto ao governo o cumprimento da Lei nº 4.464/2013, referente a implantação gradativa em quatro anos do piso salarial por 20 horas e reajuste para os administrativos.
No primeiro caso, a medida foi anunciada na época do então governador André Puccinelli (PMDB).
Na manhã desta terça-feira (2), um ato está agendado em Campo Grande onde professores e técnicos lotados na SED (Secretaria de Estado de Educação) protestarão. Uma caravana com aproximadamente 100 servidores saiu de Dourados pela manhã rumo a Capital.
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) também marcou audiência entre representantes do governo e da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) na intenção de se chegar a um acordo. O encontro também acontece hoje.
Os servidores da Rede Estadual decidiram suspender as aulas por não aceitarem a proposta feita pelo governo que é dobrar o salario dos professores até 2022, com a primeira parte do reajuste de 4,34% em outubro de 2015.
No início do ano a categoria teve aumento de 13,01%, dado em dezembro de 2014 como antecipação a data base de maio de 2015. Na semana passada, após o início da paralisação, a SED emitiu nota alegando que as aulas da Rede Estadual de Ensino serão repostas após o término do calendário escolar de 2015.
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Tabela divulgada na segunda-feira pela CNTE - Foto: Divulgação