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CONFLITO NO CAMPO

Em encontro, lideranças políticas e rurais retratam insegurança jurídica no campo

24 agosto 2015 - 08h27

A política expansionista apregoada pela Funai - Fundação Nacional do Índio traz como consequência a animosidade entre cidadãos brasileiros - índios e não índios. A afirmação foi feita pelo presidente do Sistema Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Maurício Saito, durante o 'Fórum sobre a titulação de terras indígenas e titulação de terras em faixa de fronteira', realizado no sábado (22), no município de Guaíra, no Paraná.

Com a presença de mais de duas mil pessoas, vindas do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, lideranças rurais e políticas debateram os principais problemas ocasionados com os conflitos fundiários e destacaram a realidade vivenciada pelos produtores das regiões atingidas. "Cabe a nós decidirmos o que queremos para um futuro próximo: ver uma família indígena como cidadãos ou como uma ameaça?", questionou Saito.

Maurício Saito destacou o cenário de insegurança jurídica de Mato Grosso do Sul. "O Estado tem atualmente 93 propriedades rurais invadidas, distribuídas em 28 municípios, que respondem por 25% do PIB e 22% de empregos gerados. Como podemos pensar que a mudança de posse pode resolver algo?".

O fórum foi promovido pela Câmara dos Deputados Federais, em proposição do deputado Federal, Sérgio Souza, que afirmou a necessidade de rápida solução para o problema. "Não estamos mais apenas no campo do discurso, estamos no campo da ação. Não podemos mais viver com essa insegurança no campo", ressaltou o parlamentar.

Em seu discurso, o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Paulo Ricardo Dias, falou sobre o desenvolvimento do setor e a atual situação das comunidades indígenas. "Nosso índio vive mal. Precisamos discutir isso, mas não discutiremos o direito de propriedade".

Após os discursos dos participantes, foram realizadas duas palestras sobre a situação fundiária no Paraná, proferida pelo deputado federal, Sérgio Souza, e a segunda sobre a PEC 215, que entre outros pontos, traz para a Constituição o marco temporal de 1988, para efeito de demarcação de terra indígena, ministrada pelo deputado federal, Osmar Serraglio.

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