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SAÚDE PÚBLICA

Dourados estuda decretar emergência após aumento de casos de Chikungunya 

18 março 2026 - 18h20Por Adriano Moretto e Fabiane Dorta

O aumento de casos de Febre Chikungunya centralizado anteriormente na Reserva Indígena de Dourados tem se espalhado por outros bairros da cidade e faz com que o Município estude até a possibilidade de decreto emergencial. 

O relato foi feito pelo secretário Municipal de Saúde, Marcio Grei Alves Vidal de Figueiredo, durante coletiva que contou com representantes do Ministério da Saúde e da SES (Secretaria de Estado de Saúde) na tarde desta quarta-feira (18/3), no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados).

A elaboração do documento ainda é analisada e de acordo com o titular da pasta, há tratativas com outros entes federativos, que também avaliam a situação local. 

“Nós tivemos um aumento significativo dos casos e estamos estudando a situação. Se for preciso, a Prefeitura de Dourados vai decretar [emergência de saúde]. Mas, por enquanto não. Por enquanto nós tivemos sim, um aumento dos casos e é preciso se voltar à população no sentido da ajuda  para eliminação desses focos”, disse. 

Até o momento, as aldeias Bororó e Jaguapiru registraram quatro óbitos em decorrência da doença. 

Além disso, são quase 700 casos notificados, com 217 confirmações apenas em 2026 nessas comunidades. 

Já na área urbana do município, há também bairros com aumento significativo de casos, como o Jardim dos Estados, o Piratinga e o Caiuás, além de regiões como o Novo Horizonte e Jóquei Clube, em outros extremos da cidade. 

“Hoje nós temos em torno de 400 casos no município e deste total, aproximadamente 200 nos bairros da cidade. Então nós temos hoje na cidade uma incidência grande [de notificações e contaminações]. Entendemos que começou pela região Norte, que fica próximo ao Hospital da Missão. A região do Jardim dos Estados, Piratinga e Caiuás, outras regiões como a do Jóquei Clube e também do Novo Horizonte”, contou.

Marcio cita ainda tratativas com o Governo do Estado e a União, no sentido de uma colaboração também na parte urbana, principalmente pelo fato do município ser um polo de saúde pública. 

Secretário Marcio Grei em coletiva nesta tarde - Foto: Clara Medeiros/Dourados News

“A prefeitura do Dourados tem uma rede instalada, tanto de atenção primária nos postos de saúde, quanto os serviços especializados, bem como os hospitais. Nós temos uma rotina hoje que já é uma rotina que tensiona muito a nossa rede. Hoje nós já tomamos providências integradas com o Estado com a União no sentido de apoiar as ações no território indígena, mas que a União também nos apoie na questão não só de Dourados, mas na Grande Dourados. A gente tem outros municípios que podem ter um aumento significativo dos casos”, contou.

A alta de casos de Chikungunya em Dourados fez com que equipes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde), desembarcasse no município. 

Na manhã desta quarta-feira (18/3), o diretor da FN-SUS, Rodrigo Guerino Stabeli, chegou a Dourados e participou de encontros com representantes das secretarias municipais de saúde do município e também de Itaporã, que fazem junto com a Sesai desde a semana passada um mutirão de combate a proliferação do mosquito com agentes de endemias percorrendo as casas.

Após a definição das estratégias, a missão está prevista para começar nas aldeias nesta quinta-feira (19/3). 

QUATRO MORTES

De acordo com dados do Informe Epidemiológico Diário de Monitoramento divulgado nesta quarta-feira, são 692 casos notificados de Chikungunya na Reserva, sendo que 74 foram descartados, 217 confirmados e 401 permanecem em investigação. 

O estudo elaborado pela Sesai e Governo do Estado, ainda apontam que, pelo menos, 90 pessoas com suspeita precisaram de atendimento hospitalar e três das internadas tiveram casos confirmados. Quatro pessoas morreram.

Essa estatística é resultado do cruzamento de dados provenientes de múltiplos sistemas de informação em saúde.

Conforme o Censo de 2022 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Reserva tem atualmente 13.473 indígenas.

No local funcionam quatro unidades básicas de saúde com seis equipes e os postos são administrados pela Sesai, sendo dois em cada aldeia.
 

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