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ECONOMIA

Dólar tem dia instável, com anúncio de maior intervenção do BC

24 setembro 2014 - 18h45

G1

O dólar voltou a cair na tarde desta quarta-feira (24). Antes, a moeda iniciou os negócios operando perto da estabilidade, em seguida passou a cair e retomou a alta no início da tarde.

Às 15h48, a moeda norte-americana era vendida a R$ 2,3990, em queda de de 0,33%.

Na terça-feira (23), o dólar fechou em alta de 0,53%, fechando a R$ 2,407 – acima do patamar de R$ 2,40 pela primeira vez desde fevereiro.
Na noite também de terça, o BC anunciou que vai aumentar sua intervenção no mercado, elevando a oferta de contratos de "swap cambial" – instrumentos que funcionam como venda de moeda norte-americana no mercado futuro, o que tem influência no preço do dólar a vista.

Ao todo, o Banco Central vai passar a ofertar 15 mil contratos de "swap cambial", o que representa um aumento frente ao patamar anterior, que era de 6 mil contratos. Com isso, a instituição estará "rolando", ou seja, emitindo novos contratos em substituição aos que estão vencendo, no ritmo de 100%. Até o momento, somente 70% dos contratos vinham sendo "rolados".

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a medida do BC deve evitar que a moeda norte-americana continue subindo como aconteceu nas últimas semanas, mas não é suficiente para impor uma trajetória de queda mais consistente, já que incertezas eleitorais e internacionais devem continuar pesando sobre o mercado brasileiro.

Como funcionam os swaps cambiais

Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.

É uma forma de a instituição garantir a oferta da moeda norte-americana no mercado, mesmo que para o futuro, e controlar a alta da cotação. Assim, o BC acalma a procura por dólares sem mexer nas reservas internacionais.

O investidor, preocupado com a tendência de alta, tem interesse em comprar dólares. Quando aceita a operação, fica estimulado a querer a queda ou a manutenção do dólar, para que não tenha que pagar ao banco mais do que receberá em juros. Essa taxa, normalmente, acompanha a Selic, que é a taxa básica da economia brasileira e hoje está em 11%. Se o dólar tiver variação acima disso, por exemplo, quem perde é o investidor.

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