G1
O dólar fechou em queda em relação ao real nesta terça-feira (23), após passar quase toda a sessão em alta, acompanhando a valorização da moeda norte-americana nos mercados internacionais diante do avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e após recuar firmemente nas últimas semanas.
A moeda norte-americana caiu 0,12%, a R$ 3,0779 na venda.
Em junho, o dólar acumula queda de 3,43%. No ano, há valorização de 15,77%.
A alta perdeu força após investidores enxergarem sinais de exagero na valorização da moeda norte-americana e ressaltando o otimismo sobre a possibilidade de um acordo que resolva a crise da dívida da Grécia.
"O mercado forçou um pouco, exagerou na primeira metade do dia. Agora, o Fed preocupa, mas no curto prazo o foco é a Grécia", disse à Reuters o operador de um banco internacional.
A Grécia deu um passo para evitar o calote nesta segunda-feira (22), quando apresentou novas propostas de reforma que os líderes da zona do euro receberam cautelosamente bem como uma possível base para um acordo nos próximos dias.
"O mercado (de câmbio) deixou um pouco de lado a questão da Grécia depois do bom humor de ontem e voltou a se focar no Fed", disse pela manhã à Reuters o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.
Juros mais altos na maior economia do mundo poderiam atrair para os EUA recursos atualmente aplicados em países como o Brasil. Nesse contexto, o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos contribuía para o avanço global do dólar.
De maneira geral, analistas esperam que o aperto monetário nos EUA tenha início em setembro. Nesta manhã, o diretor do Fed Jerome Powell afirmou que a economia norte-americana pode estar pronta para uma elevação de juros em setembro e uma segunda em dezembro.
Sem previsão de queda
Olhando à frente, analistas veem pouco espaço para quedas expressivas do dólar ante o real. O Bank of America Merrill Lynch recomendou nesta terça-feira que investidores comprem dólares quando a divisa recuar abaixo de R$ 3,05 na venda, aproveitando a perspectiva de que o Banco Central brasileiro continue reduzindo sua intervenção no câmbio.
"Esperamos que o BC continue reduzindo seus leilões diários, particularmente se a taxa de câmbio permanecer abaixo de R$ 3,20", escreveu a equipe de estratégia do banco em nota a clientes, segundo a Reuters.
Analistas avaliam que o BC pode estar disposto a tolerar um dólar mais valorizado para incentivar a atividade em um momento em que eleva os juros, estimulando entradas de recursos externos.
Nesta manhã, o BC deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio e vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs o equivalente a US$ 4,951 bilhões ao todo, ou por volta de 57% do lote total, que corresponde a US$ 8,742 bilhões.
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