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Debate sobre conflito por terra termina em confusão na Assembleia

24 setembro 2015 - 15h35

O debate promovido para falar sobre os conflitos por terras em Mato Grosso do Sul acabou em confusão na manhã desta quinta-feira (24) na Assembleia Legislativa. Um grupo de integrantes de movimentos sociais que acompanhava a sessão vaiou o pronunciamento da deputada Mara Caseiro (PT do B).

Ela propôs a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigará a atuação do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) no Estado.

Conforme a imprensa da Capital, a parlamentar foi chamada de ‘falsa’ e ‘assassina’. Em seguida ela reagiu e foi em direção ao público para se defender. Exaltada, a deputada foi retirada do local por colegas da AL.
Um dos manifestantes foi autuado por determinação da presidência da Casa. Houve início de tumulto e logo depois o segurança da Assembleia prestou queixa na delegacia.

DEBATE

Nesta quinta-feira (24), os parlamentares voltaram a pressionar o Governo Federal para solucionar o problema do conflito pela terra em Mato Grosso do Sul. Os deputados defendem a demarcação de terras comprovadamente indígenas e a indenização aos proprietários rurais.

Representantes de diversas entidades e movimentos sociais estiveram na Assembleia Legislativa para reafirmar apoio aos povos indígenas.

“Os proprietários rurais estão cansados e os índios também. O genocídio acontece desde 1500. Devemos focar na solução do problema, pois se por um lado os produtores estão irritados, os índios, do outro lado, não aguentam mais esperar”, enfatizou o deputado Pedro Kemp (PT).

O parlamentar responsabiliza a União pela omissão. “Enquanto isso, as lideranças indígenas estão pagando com a vida o preço desta omissão. Sou contra tentar achar um culpado, devemos nos unir para encontrarmos a solução. Cobro para que a bancada de Mato Grosso do Sul pressione o Governo Federal. Essa definição deve acontecer em Brasília. O clima está cada dia mais tenso no Estado, precisamos da solução definitiva”, afirmou.

O deputado Zé Teixeira (DEM) fez um resgate histórico da questão agrária no Brasil, demonstrando que tanto indígenas como produtores foram prejudicados. Lembrou que até 1967 as etnias eram proprietárias das terras, mas, no período da Ditadura Militar, o então Serviço de Proteção ao Índio (SPI) foi extinto e as áreas passaram a ser incorporadas ao patrimônio do Governo Federal, momento em que foi criada a Funai.

”O índio é usufrutuário de um patrimônio da União e, assim como ele, o produtor também sofre e desanima com essa situação”, disse. “Seria muito melhor que tivéssemos o poder de resolver, mas infelizmente não temos esse poder”, concluiu Texeira.

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