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JUSTIÇA

Controladora boliviana investigada por desastre da Chape é solta

30 março 2022 - 18h05Por G 1

Controladora responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave envolvida no desastre da Chapecoense, em 2016, Celia Castedo Monasterio, foi solta na manhã dessa quarta-feira, dia 30 de março, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela estava no presídio feminino de Corumbá, na região de fronteira com a Bolívia, desde setembro de 2021, de onde saiu bem mais magra.

Na saída da unidade penal, Célia disse que o tempo que ficou presa foi "angustiante" e que a análise da documentação dela pela Justiça "se arrastou muito", o que fez com que ficasse mais tempo na cadeia. "Demorou, mas sei que existe todo um trâmite".

Agora, a investigada pelo desastre aéreo com a Chapecoense, em 2016, na Colômbia, quer voltar para a Bolívia. "Vou voltar para Bolívia com minha família, com meu marido, meus filhos".

Prisão

Célia estava presa porque, em setembro, o ministro Gilmar Mendes apontou que ela era "procurada pela Justiça Boliviana para responder pela suposta prática do crime de atentado contra a segurança do espaço aéreo".

A defesa de Celia afirmou que a o governo boliviano não formalizou o pedido de extradição e que a investigada poderá continuar a responder adequadamente e voluntariamente seu processo na Bolívia.

Nessa terça-feira (29), o STF determinou a soltura dela.

Após o acidente, ela pediu extradição para o Brasil, onde viveu normalmente em Corumbá, e depois seguiu para a Bolívia, que fica na região de fronteira.

Acidente

Celia foi responsável pela análise e aprovação do plano de voo do avião que caiu perto do aeroporto internacional José Maria Cordova, próximo à Medellin, na Colômbia, em 29 de novembro de 2016. Ao todo, 71 pessoas morreram na tragédia que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas para a final da Copa Sul-Americana de 2016.

Na ocasião, Celia teria deixado, de forma fraudulenta, de observar procedimentos mínimos para aprovação do plano de voo da aeronave. Desde 2016, Celia era refugiada no Brasil e vivia em Corumbá, normalmente. A controladora chegou a ter o pedido de refúgio renovado. Celia usou como argumento para o pedido de refúgio "perseguição" na Bolívia após as declarações sobre o acidente.

O plano de voo do avião da Lamia, assinado por Celia, que transportava o time da Chapecoense, mostrou que o piloto decolou da Bolívia para a Colômbia sem combustível suficiente para enfrentar qualquer imprevisto.

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