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RETRAÇÃO

Construção Civil projeta cenário ruim para 2016

16 dezembro 2015 - 10h54

Com 26.951 trabalhadores com carteira assinada distribuídos por 3.054 empresas, a indústria da construção civil em Mato Grosso do Sul registrou em 2015 uma queda de 8% sobre o valor da produção em relação ao ano passado – diminuindo de R$ 2,7 bilhões para R$ 2,5 bilhões -, quando a expectativa era de crescimento de 4,5%, conforme avaliação do presidente do Sinduscon/MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo, com base em dados levantados pelo Radar Industrial da Fiems.

Ainda de acordo com ele, em decorrência do cenário negativo registrado em 2015, o segmento da construção civil no Estado, considerado um dos mais importantes do setor industrial, não projeta avanço para 2016, prevendo que a queda continue. “Fatores como insegurança jurídica, além da instabilidade política e econômica afugentam os investidores e tornam o ambiente pouco propicio aos negócios. Dificuldades com o Minha Casa Minha Vida e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) aliadas ao excesso de burocracia têm tornado o cenário ainda mais complicado”, declarou.

No entanto, apesar das dificuldades, o empresariado acredita que é possível reverter o cenário e vislumbra reação a partir de 2017. “Entendemos que se o Governo intensificar as PPPs (Parcerias Público-Privadas) e ter novas concessões para rodovias, portos e aeroportos podemos vislumbrar novos investimentos e dar mais ânimo para o segmento da indústria da construção civil”, declarou Amarildo Melo.

O presidente do Sinduscon/MS analisa que o cenário ruim de 2015 foi reflexo da retração registrada na economia nacional e que culminou com a paralisação de grandes obras em todo o território nacional, incluindo o Estado, onde a fábrica de nitrogenados em Três Lagoas parou, causando muitas demissões e provocando um saldo negativo na geração de empregos, que foi iniciado em 2014 e se agravou em 2015. “O cenário econômico atual conduz os empresários a agirem com cautela. Acreditamos que 2016 será de estagnação”, declarou.


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