Além do ex-vereador Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, foram presos na 4ª fase da Operação Tromper, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o ex-motorista dele, Carmo Name Júnior, e o empresário Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras de Pavimentação Asfáltica Ltda. Ambos já haviam sido alvos de outras etapas da operação.
Segundo o site Campo Grande News, as prisões preventivas foram decretadas por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo os mandados, a medida visa garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.
Carmo Name já havia sido preso anteriormente, mas estava em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica. Apontado como “braço direito” de Claudinho, ele ocupava cargo de motorista na administração municipal e chegou a exercer função comissionada no gabinete da prefeita Vanda Camilo (PP), sogra de Serra, que foi secretário de Fazenda do município.
De acordo com o Gaeco, Name exercia a função de assessor direto do ex-secretário, sendo responsável pelos acertos em dinheiro repassados a Claudinho. A informação consta em denúncias anteriores e foi reforçada por delação do ex-servidor da Prefeitura de Sidrolândia, Tiago Basso. Segundo ele, o motorista fechava acordos com empresas contratadas pela administração municipal e recolhia a propina destinada a Serra, que seria o responsável pelo esquema.
Cleiton Nonato Correia, por sua vez, é apontado como dono da GC Obras de Pavimentação Asfáltica Ltda, mas seria, na verdade, laranja de Edmilson Rosa, o Rosinha, que também é investigado na operação. A GC e a AR Pavimentação (esta em nome de Rosinha) venceram licitações por meio de trapaças e, segundo o Gaeco, integravam a organização criminosa. Apesar de novamente citado, Edmilson não teve prisão decretada nesta fase.
Outros alvos da ação desta terça-feira (18) confirmados pelo Campo Grande News até agora são: Arielle Sousa, ex-secretária Municipal de Esportes de Sidrolândia; Jonas Kachorroski, que é engenheiro civil; e Thiago Rodrigues Alves.
4ª fase - A operação foi deflagrada com Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e apoio operacional do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Batalhão de Choque e da Força Tática da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, além da assessoria militar do MPMS.
Segundo informações do MPMS, essa nova fase decorre do desdobramento das investigações, onde foram reunidos diversos elementos que comprovam o pagamento de vultosas quantias de propina a agentes públicos, além dos crimes atuais de ocultação e dissimulação da origem ilícita de valores provenientes dos crimes antecedentes.
O esquema envolvia contratos milionários com empresas atuantes no ramo de engenharia e pavimentação asfáltica, sendo apurado que a atuação da organização criminosa permaneceu ativa mesmo após a deflagração das operações anteriores e a aplicação de medidas cautelares.
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