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TÉCNICA

Banco de dados com amostra genética ajuda a elucidar crimes

19 fevereiro 2016 - 16h50

Um sistema novo e muito moderno vem contribuindo para o esclarecimento de crimes em Mato Grosso do Sul. Criado em 2009 por meio de uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com o Ministério da Justiça, o Banco de Perfis Genéticos do Estado já conta com quase 200 amostras diferentes, coletadas em locais de crime, vítimas e parentes de desaparecidos.

Pertencente ao Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), unidade da Coordenadoria Geral de Perícias responsável pela realização de todos os exames em materiais genéticos do Estado, o Banco integra o Banco Nacional de Perfis Genéticos, que conta hoje com amostras de 18 estados brasileiros, mais do Distrito Federal.

São quase 3.500 perfis genéticos cadastrados no Banco Nacional, sendo que deste total 2.647 são de vestígios coletados em locais de crimes, 753 perfis de criminosos condenados pela Justiça e 62 de identificados criminalmente. Em Mato Grosso do Sul já são quase 200 perfis genéticos armazenados, que estão contribuindo para o esclarecimento de crimes pela Polícia Civil do Estado.

De acordo com a diretora do IALF, perita criminal Josemirtes Fonseca da Silva, o principal objetivo do Banco de Perfis Genéticos é compartilhar informações sobre vestígios de suspeitos de crimes, com as polícias e os laboratórios das outras unidades da Federação. “Através do cruzamento de dados é possível identificar, por exemplo, diversos crimes hediondos praticados por um mesmo autor”, explica.

Josemirtes cita como exemplo um estupro cometido em 2013, que graças ao Banco de Perfis Genéticos do Estado foi esclarecido no ano passado. “Ao jogarmos no banco de dados o material genético de um preso em flagrante por esse mesmo crime, o sistema nos avisou que a amostra era idêntica àquela coletada na vítima em 2013”, diz.

Segundo a diretora do IALF os materiais genéticos que são identificados dentro do Banco de Perfis apenas por códigos numéricos, ajudaram também na identificação de uma associação criminosa especializada em assaltos a bancos que praticou crimes em Mato Grosso do Sul e outros dois estados brasileiros. “Nesse caso as amostras foram coletadas em gorros e luvas apreendidos pela Polícia Civil no local do crime”, lembra.

Identificar criminosos não é a única missão do Banco de Perfis Genéticos, que contribui também para a identificação de pessoas desaparecidas. Dentro do Banco Nacional há 545 amostras de familiares de pessoas desaparecidas, quase 780 amostras de restos mortais não identificados e de 9 pessoas vivas com identidade desconhecida.

A grande vantagem do perfil genético é que ele reduz à praticamente zero as chances de erro, além de ser mais fácil de ser encontrado em locais de crime, onde involuntariamente os autores acabam deixando para trás fios de cabelo, suor, sangue e pedaços de pele, nos quais as amostras são coletadas.

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