Numa ponta, os banqueiros nunca ganharam tanto como agora. Na outra, a perda crescente dos bancários; pela insaciabilidade de lucros dos patrões e graças a concorrência da informática que utilizam.
No passado, bancário era profissão desejada por muitos jovens. O ingresso no Banco do Brasil dava status social, era visto como uma garantia de um futuro tranquilo. Casar a filha com um funcionário daquela autarquia, por exemplo, era o sonho de muitos pais.
No interior deste Brasil afora, a figura do gerente nas pequenas comunidades, tinha a mesma importância do prefeito e do Juiz de Direito. O gerente de banco era figura obrigatória em todos os eventos. Era convidado para ser paraninfo de formandos, inaugurar praças e prédios públicos, além de ocupar lugar na mesa das autoridades constituídas da cidade nas datas cívicas.
Não foram poucos os bancários que usaram da atividade para o passaporte rumo a atividade empresarial e a política partidária. Um exemplo é o ex-deputado Saulo Queiróz, que após ocupar uma diretoria do Banco do Brasil acabou elegendo-se para a Câmara Federal.
Mas isso é passado! Não conta, não ajuda em nada. Apenas para ilustrar a decadência da atividade. Hoje, se o simples bancário perdeu espaço no quadro laborial, o gerente perdeu a autonomia de antes. Ambos estão centrados e inseguros, em satisfazer a política dos patrões para garantir o próprio emprego. Nada mais!
Hoje o bancário sabe que seu currículo conta muito pouco para a empresa. Sua dedicação não é levada em conta. É apenas um número no cadastro. A qualquer hora pode receber a comunicação via internet de que está demitido e ponto final.
As estatísticas mostram que o bancário é a classe que mais tem dificuldades em se readaptar em outra atividade quando demitido. O desafio é o que fazer se demitido aos 50 anos de idade. Ser corretor de imóveis? Vendedor de seguros? Montar o próprio comércio? Isso sem contar a questão de saúde, cujas estatísticas mostram um quadro preocupante na classe. Estresse puro!
O texto visa mostrar o triste e inevitável quadro envolvendo o homem e o capitalismo, onde as grandes corporações imperam, manipulam e ditam as normas.
Os banqueiros são os carrascos; bancários - as vítimas do cruel sistema.
De leve
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