Passado dentro de mim aquele forte momento de comoção pela perda de mais uma pessoa amiga que era o então jornalista, radialista e apresentador de televisão Luís Rogério de Sá, 66 anos, ocorrida nesta manhã de segunda-feira, 13 de julho de 2015, sinto-me no direito e não obrigação de lembrar a todos que a mim conhece que devo uma boa parcela do que sou hoje no jornalismo a ele, uma vez que convivemos juntos bons momentos na rádio Caiuás AM e também na televisão.
No rádio, no início da década de 90 juntos, Luís Rogério com aquela bela voz e sabias interpretações de textos como apresentador e eu como produtor, levamos ao ar das 10 às 11h30 de segunda a sexta-feira o programa “Eu quero falar com você” por cerca de oito meses, até que ele se afastou do microfone para se dedicar a campanha visando uma das 24 vagas a Assembleia Legislativa, todavia, o mesmo não obteve o resultado esperando nas urnas.
Após a saída da rádio do hoje ex-deputado federal constituinte Zé Elias, Luís Rogério que também exercia a função de diretor-geral da emissora, surpreendeu-me através de um telefonema de que gostaria de conversar comigo na TV Dourados, que na oportunidade era a retransmissora do SBT no MS e lá me dirigi para saber o que queria.
Em um rápido encontro -ele sempre foi assim em suas decisões em conversar com as pessoas e em tudo que decidia fazer, apesar de ser mineiro- Luís Rogério disse-me que iria fazer um programa diário de TV e que gostaria de contar com o meu trabalho e eu até mesmo por estar desempregado e por já ter trabalhado com ele como produtor na rádio e prontamente aceitei e, ai veio uma das grandes surpresas da minha vida.
O cara queria que eu fosse para o ar na televisão e não como produtor no programa intitulado por ele de TB Geral e eu retruquei de imediato. “Você tá louco Luís Rogério; sou uma pessoa que só sei escrever; produzir e além de tudo, sou feia; ridícula em visual e o pior de pouca voz, além dela ser rouca” e ele com a calma de bom mineiro respondeu:
“Russo se eu quisesse uma pessoa linda; de boa aparência e de bela voz, com certeza chamaria o Sergio Chapelin da Globo. Você vai para a rua; para os bairros; onde quiser gravar um tema e a pauta será sua e pronto. O programa é meu e o que você trazer de material para mim estará bom. Russo, você se diz ridículo e eu lhe digo meu amigo; você será o ridículo que vai dar certo” e aí sem alternativa até mesmo por estar desempregado, fui à luta e não é que deu certo, pois fizemos sucesso na oportunidade com grandes reportagem sobre o cotidiano da cidade.
Findado a primeira edição do TV Geral, anos depois voltamos a fazer uma nova parceria com o mesmo nome do programa, todavia desta vez na mesma emissora, mas já com a denominação de RIT (Rede Internacional de Televisão), porém desta feita eu com o quadro “Camburão do Russo” e mais uma vez lá estávamos de novo fazendo sucesso a sua retirada do ar.
Como se vê; o Luís Rogério gostava de apostar; de desafios e não só abriu as portas para mim tanto no rádio como na TV, mas para muitos que hoje ainda militam nas duas áreas, e com isso somente tenho que agradecer a ele por ter acreditado na minha capacidade profissional e em especial na dedicação e fidelidade que tive durante o tempo em que estivemos juntos.
Ontem tristemente não somente eu, mas seus familiares e inúmeros amigos deram Adeus a esta pessoa que veio para Dourados na década de 80 e aqui ficou até o findar de seus dias, após uma árdua luta que durou pouco mais de dois anos contra um maldito câncer.
Concluindo; peço a Deus que é o nosso Pai maior, que o receba de braços abertos e dê a muita luz ao seu espírito e que os Anjos Celestiais toquem as suas trombetas com bastante alegria, pois o Luís Rogério de Sá aí chegou...! Fique com Deus meu amigo e irmão; um dos meus mestres e que assim como outras pessoas que já partiram para outro plano como Theodorico Viegas (Folha de Dourados); Prudêncio Campos (O Progresso); Dorival Sézar Quintana (Gazeta Popular); Antônio Tonani (92,1 FM); Jorge Antônio Salomão e Clóe Fazzano (Rádio Clube) entre outras na qual tive o prazer de trabalhar e aprender e o que é melhor, acreditaram e apostaram na minha pessoa, que por mais pouco que hoje sou na área de jornalismo, muito dos ensinamentos devo a elas...!
Depois desta, parei e fui, mas volto se volto...!
É jornalista e membro do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)*
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