Após a morte de um indígena e a possibilidade do Exército ocupar as fazendas na região da cidade de Antônio João, o clima no local é tranquilo nesta segunda-feira (31), de acordo com o comandante do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) Ari Carlos Barbosa. O Exército ainda não está no local, mas é aguardada a autorização para que isso ocorra.
“O clima é sossegado tanto onde está o DOF- Fazenda Barra- quanto onde está a Força Nacional- Fazenda Fronteira. Hoje está sossegado, nenhum contratempo foi registrado. A presidente Dilma informou que o Exército pode entrar para apoiar mas, ainda não foi assinado/autorizado o decreto para isso ocorra, estamos aguardando pois é uma força a mais, eles têm muito mais efetivo que nós, seria de grande contribuição, com certeza iria pacificar”, disse.
No sábado, a morte do indígena Semião Fernandes Vilhalva, 25 anos, da Aldeia Tin-Campestre, ocorreu após confronto de retomada de uma das fazendas invadidas. Os tiros teriam saído provavelmente de um revólver calibre 22 [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/identificado-o-indigena-morto-no-confronto-em-antonio-joao).
No mesmo dia, um repórter do Dourados News esteve no local e acompanhou o clima de tensão.
Essas situações fizeram com que um reforço de mais de 30 homens da Força Nacional de Segurança seguisse para atuar na região.
“No sábado houve um pouco de stress mas, estamos cuidando das segurança das pessoas e dos patrimônios e agora está mais tranquilo”, destacou o comandante.
A determinação para o Exército seguir para o local dada pelo meio do Ministério da Defesa também aconteceu no sábado (29), de acordo com o informado pelo Campo Grande News. A medida ocorreu diante de um pedido do governo do Estado, feito pela secretaria de Governo e de Segurança Público e por meio das bancadas na Câmara e no Senado.
Ainda nesta segunda-feira (31), o governador do Estado Reinaldo Azambuja (PSDB) enviou um ofício à presidente Dilma Roussef (PT), no qual solicita com urgência a presença de tropas armadas na região dos conflitos. No documento consta ainda sobre denúncias da entrada de índios estrangeiros no Brasil e a possível participação deles nas ocupações em fazendas de Antonio João.
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