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PAPIROS DE LAMA

Ação cumpre 34 mandados e apura fraudes de R$ 235 milhões

14 novembro 2017 - 08h03Por Adriano Moretto

Denominada Papiros de Lama, a quinta fase da Operação Lama Asfáltica desencadeada na manhã desta terça-feira (14) apura suposto esquema criminoso que teria fraudado em torno de R$ 235 milhões dos cofres públicos em Mato Grosso do Sul.

São 30 mandados a ser cumpridos pela Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal.

Desde as primeiras horas da manhã, equipes envolvidas na ação estão no prédio onde reside o ex-governador André Puccinelli (PMDB), em Campo Grande.

Além da Capital, as medidas são cumpridas em Nioaque, Aquidauana e São Paulo (SP) com a participação de mais de 300 policiais federais, servidores da CGU e da Receita Federal.


Ao todo são dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, seis conduções coercitivas e 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. 

Papiros de Lama


A investigação tem como objetivo desbaratar Organização Criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos. 

Segundo a Polícia Federal, os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

Esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas e, ainda, corroborados por depoimentos de colaboradores, os quais participaram do esquema delituoso. 

Restaram corroboradas as provas já existentes acerca de desvios e superfaturamentos em obras públicas, direcionamento de licitações, uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, aquisição ilícita e irregular de produtos e obras, concessão de créditos tributários direcionados, tudo com a participação de servidores públicos.

Os valores repassados a título de propina eram mascarados com diversos tipos de operações simuladas, de forma a dar falsa impressão de licitude ao aumento patrimonial dos integrantes da Organização Criminosa ou de dar maior sustentação financeira aos seus projetos. 

Uma das novas formas descobertas da lavagem de capitais era a aquisição, sem justificativa plausível, de obras jurídicas, por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros, por interposta pessoa, a integrante do grupo criminoso. 

 

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