Paródia feita por um acadêmico do curso de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) causou revolta nas redes sociais. Uma nota de repúdio da atlética do curso foi publicada após o caso. Aluno do 5º semestre, resolveu "brincar" com texto sobre o estupro cometido pelo anestesista Giovani Quintella Bezerra, em São João do Meriti, Rio de Janeiro, fazendo paralelo sobre como as mulheres "sempre" são responsáveis por imprudências no trânsito.
O acadêmico fez a sátira no post da fotógrafa e artista brasileira Tracy Figg, radicada em Toronto, no Canadá.
Tracy faz velas, peças em gesso e quadros, muitos deles evocando a beleza e diversidade do corpo feminino. Em postagem ontem nas redes sociais, a artista, que tem 27 mil seguidores, falou de como a mulher é alvo da violência em diferentes fases da vida, tendo como algoz um homem. Ela finaliza dizendo “nem todo homem, mas sempre um homem”.
A postagem rendeu 12,2 mil comentários e um deles causou revolta e chamou atenção em Mato Grosso do Sul. O acadêmico resolveu usar o texto de Tracy como base para dizer que a mulher é sempre a protagonista de imprudências e acidentes de trânsito. “No sinal vermelho, na pista molhada, loiras, morenas, na curva acentuada (...)”. Ele termina de forma semelhante ao texto da fotógrafa. “Nem toda mulher, mas sempre uma mulher”.
No próprio comentário, muita gente se revoltou com a comparação e teve quem concordasse, dizendo que não se poderia generalizar. A postagem foi denunciada por outros internautas e chegou até a Atlética Medicina UFMS, que publicou nota de repúdio. “Tais declarações ferem nossa política, que busca sempre por igualdade e se opõe a qualquer tipo de misoginia”, foi a publicação da associação acadêmica, sem citar nome do rapaz. Porém, nos comentários, teve quem denunciasse o acadêmico e pedisse providências mais enérgicas.
A reportagem do site Campo Grande News, entrou em contato com o acadêmico, que disse repudiar o caso de estupro ocorrido no Rio de Janeiro e que “aquilo não é um ser humano, muito menos um médico”.
Ele lembrou ter visto a publicação no Instagram da fotógrafa, que também lamentava o ocorrido, mas que “tomou outro rumo”, segundo sua avaliação.
Ainda na nota, diz que não comparou crime de estupro e infrações de trânsito.
A reportagem entrou em contato com Tracy Figgs, que preferiu não comentar a paródia. A artista preferiu citar ter recebido vários relatos de mulheres que foram vítimas de abuso e de como é importante falar sobre o assunto.
A reportagem também entrou em contato com a UFMS para saber posicionamento sobre o caso e aguarda retorno para atualização do texto.
O estupro
O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, 32 anos, foi preso em flagrante na segunda-feira (11), depois de estuprar paciente enquanto ela estava dopada e fazia cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João do Meriti, município da Baixada Fluminense.
Funcionários do hospital filmaram o anestesista colocando o pênis na boca de uma paciente quando Giovanni Bezerra participava do parto dela.
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Postagem que fez paródia de texto sobre estupro causou polêmica. - Crédito: (Reprodução)