A acadêmica Beatriz Bordim Rosa, do curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia, da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), recebeu um prêmio nacional por sua pesquisa voltada para sustentabilidade em empresas de capital aberto.
O artigo “Relação da Intensidade de Carbono e o Custo de Capital das Empresas Brasileiras” conquistou o prêmio de melhor trabalho na área de Contabilidade e Divulgação para a Sustentabilidade no 22º Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade, promovido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA/USP). Considerado o mais importante congresso da área no país, o evento reuniu trabalhos de diversas instituições brasileiras.
O artigo premiado é resultado de uma pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), na qual Beatriz atuou como pesquisadora voluntária, sob a orientação da professora Elise Soerger Zaro.
O estudo analisou empresas brasileiras de capital aberto entre 2021 e 2023, investigando a relação entre emissões de gases de efeito estufa e o custo de capital próprio — ou seja, o retorno que os investidores exigem para investir na empresa. Os resultados mostraram que empresas com maior intensidade de carbono (que emitem mais para cada unidade de receita) e maiores emissões totais tendem a ter custo de capital mais alto, pois são vistas como mais arriscadas pelo mercado.
Outro ponto avaliado foi o impacto das metas de redução de carbono no custo de capital. No contexto brasileiro, a pesquisa não encontrou efeito estatisticamente significativo, sugerindo que apenas anunciar metas não é suficiente para mudar a percepção de risco dos investidores — é preciso demonstrar ações concretas e resultados.
Segundo a professora Elise Soerger Zaro, o trabalho contribui para o debate sobre sustentabilidade no mercado financeiro: “Tendo em vista a demanda do mercado financeiro por entender os riscos climáticos, buscamos compreender se o nível de emissões e a eficiência em emissões influencia a avaliação de risco das empresas por parte dos investidores, através da análise do custo de capital. Nossos resultados indicam que no contexto brasileiro, os investidores estão considerando que empresas com maior intensidade de carbono (menor eficiência em emissões) são mais arriscadas e empresas com menor intensidade de carbono (maior eficiência em emissões) são menos arriscadas”.
O reconhecimento no congresso reforça a relevância do tema e o papel da UFGD na produção de conhecimento que dialoga com desafios ambientais e econômicos contemporâneos.
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Beatriz Bordim Rosa, aluna de Ciências Contábeis da UFGD, recebeu um prêmio nacional por sua pesquisa. - Crédito: Divulgação