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ARTIGO

A verdadeira Política itinerário para a mudança!

05 março 2016 - 09h45

Dado as circunstâncias, embora para muitos pareça ser redundante, torna-se oportuno discorrermos sobre o que é a política e qual sua importância. Na literatura "a política é a arte de governar, de gerir o destino da cidade". (ARANHA; MARTINS, 2009, p. 266)

A política é uma ciência e, enquanto tal deve estar a serviço de todos e os agentes públicos devem ser
aquele "cientista" apto a estarem nesse "laboratório", do contrário, os resultados são funestos.

Nessa perspectiva de ciência vale perguntar: você seguiria na integra uma prescrição médica se simplesmente desconfiasse que este não dispusesse de conhecimentos condizentes com a função? Você confiaria à educação de seus filhos a alguém que não está cientificamente preparado? Obviamente que não. Porém, para o exercício - prática - dessa ciência chamada política é praxe se admitir pessoas, em sua maioria, inaptas, despreparadas não só intelectualmente, mas também, moralmente. Essas limitações, com particular realce a última, resultam nas mais dementes experiências impactando na vida de todos os indivíduos, sem que
os protagonistas sejam, com raras exceções, responsabilizados tanto pela justiça quanto pelo eleitor que não sabendo de sua força, não conhecendo o verdadeiro conceito da política e frustrado com a negligência dos seus representantes, opta por eximir-se do debate político sendo, assim, induzido a conceituar a política de forma pejorativa.

Tem-se a sensação de estarmos no limite – "no fundo poço" – porém, chegou-se a esse estágio em decorrência da prática da má política e o libertar-se do "fundo do poço" - ambiente tenebroso, angustiante e
asqueroso e que não produz vida - indubitavelmente, está condicionado à prática da verdadeira política - aquela que tem como fim o bem comum - onde os gestores, devidamente eleitos, farão com que a coisa pública – aquilo que é de todos - de fato, esteja indistintamente em prol de toda a coletividade.

Para que o conceito da verdadeira política seja gradativamente colocado em destaque, vários fatores poderiam ser elencados, dentre eles, faz-se imprescindível ponderar que mudanças de comportamento também devem ocorrer com o eleitor, dentre elas, é que este tome ciência de que a política permeia toda a sua vida, está presente em todos os atos do seu cotidiano – na família, na escola, no trabalho, na igreja... Enfim, a partir disso os eleitores podem protagonizar a mudança que passa também pelo ato de escolher sadiamente em quem votar, ou seja, não devem condicionar o voto a valores monetários que além de irrelevantes, não resolverá definitivamente sua vida financeira. Pelo contrário, num futuro muito próximo, resultará no comprometimento dos serviços básicos como saúde, educação, habitação, lazer, saneamento básico, entre outros, que conseqüentemente afetará não só a sua vida, mas a de inúmeros indivíduos, pois os milhões usados para chegar ao poder deverão ser fielmente devolvidos e por sinal multiplicados varias vezes, pois ninguém é tão bom a ponto de empenhar milhões simplesmente porque deseja colocar-se a serviço povo.

Tenham a certeza que como você investe almejando lucros, assim são os que financiam as ricas campanhas
eleitorais. Vender o voto é subestimar sua capacidade de escolha e a partir desse ato, indiscutivelmente, deixa de existir entre você eleitor e o político qualquer compromisso moral, ou seja, você renúncia ao direito de exigir mudanças.

Portanto, não vamos abominar a política, mas aqueles que a pervertem e fazem desta um trampolim para ascenderem ao poder com o intuito de realizar anseios particulares.

Vamos nos indignar e nos atentarmos para a existência de pessoas idôneas que podem implicar mudanças no modo de gerir o destino da cidade. A inércia, a insensibilidade diante das mazelas nos torna coniventes com os fatos e, por isso, a afirmação "roubou, mas fez", que deveria ser veementemente rechaçada, tem se tornado natural gerando a impressão de que apropriar-se indevidamente do que é do outro é um valor. Não se pode admitir que o que é de todos seja usurpado em beneficio de grupos minoritários.

A política é ciência que tem como propósito cultivar e propagar a vida, de ser, entre outros, o meio que conduz os indivíduos a felicidade, porém, se sob a custódia de pessoas egocêntricas a política torna-se fator de
desordem, e o que era para ser o antídoto em prol da vida, dado os interesses mesquinhos, transforma-se numa droga letal – abortando sonhos e sucumbindo vidas.

Bacharel e Licenciado em Filosofia*

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