A prefeitura de Campo Grande calcula R$ 60 milhões em prejuízos causados pelas chuvas desde o início de dezembro de 2015. O prefeito Alcides Bernal (PP) decretou estado de emergência que foi publicado no Diário Oficial dia 8 de dezembro. Desde o dia 1º de dezembro até a manhã desta sexta-feira (15), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 488,2 milímetros. A média histórica da cidade para o mês de dezembro é de 224,9 mm.
De acordo com o divulgado pelo G1 MS, a Defesa Civil da capital de Mato Grosso do Sul informou que as regiões mais atingidas são ao longo da avenida Ernesto Geisel, principalmente no cruzamento com as avenidas Mascarenhas de Moraes, Rachid Neder e Euler de Azevedo, além da área entre a Vila das Ferroviários e o Horto Florestal.
Outros pontos onde apresentam problemas durante os períodos chuvosos são as vias onde têm córregos próximos que sempre alagam como as avenidas Fernando Corrêa da Costa, Afonso Pena, Via Park, Ricardo Brandão e Interlagos.
Para minimizar os problemas das enchentes, a prefeitura está realizando limpeza de córregos, boca de lobo, além de fazer trabalho de contenção. Apesar disso, ressalta a falta de consciência de algumas pessoas que jogam lixo em locais impróprios, como terrenos, córregos e bueiros, e acabam prejudicando o serviço.
Moradores reclamam da grande quantidade de buracos que tem na cidade. A Eliza Lima disse que na rotatória da avenida Guaicurus sentido Dom Aquino está toda esburacada. "Já taparam uma vez, mas toda vez que chove fica pior", pontuou.
Em relação aos buracos que tomam conta das ruas da cidade, a assessoria afirmou que o serviço de tapa-buraco é feito diariamente em sete regiões da cidade. Mas em dias chuvosos, o trabalho é prejudicado por causa da umidade e da questão trabalhista que é o trabalhador ficar exposto à chuva. Bernal destinou R$ 2 milhões para recuperação de vias e 80% já foi usado.
Após a chuva que destruiu Campo Grande no dia 5 de dezembro, Bernal decretou situação de emergência. A capital está na lista de 28 municípios atingidos pelas águas pluviais, mas ainda não foi reconhecida pelo estado.
Na justificativa, o prefeito considerou o grande volume de chuva que ocorreu na tarde de sábado, danos em toda a cidade e até a morte de um homem levado pela enxurrada, além da situação financeira do município e a epidemia de dengue.
Apesar das fortes chuvas e problemas de alagamentos, a assessoria da prefeitura informou que não há desabrigados e nem desalojados.
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Ponto de alagamento na Via Park, imagem aérea
(Foto: Valmir Guarinão/Arquivo Pessoal)