Com o forte calor e as chuvas constantes na região sul do Estado, os especialistas acreditam que a ferrugem da soja pode causar mais estragos que em anos anteriores. Devido a esse risco, a Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran) emitiu um alerta para todos os profissionais de assistência técnica e produtores rurais.
“Em anos de estiagem, o fungo não mostrou toda sua agressividade, situação que pode mudar este ano. Por isso, a nossa orientação é multiplicar os cuidados com as lavouras, principalmente com o monitoramento das áreas”, disse o presidente da Aeagran, Ângelo Ximenes ao destacar que as chuvas são ótimas para as plantas, mas também são favoráveis para a proliferação da ferrugem asiática.
Na safra deste ano, Mato Grosso do Sul já é um dos Estados com o maior número de focos registrados no país. O primeiro caso da safra foi identificado em Laguna Carapã no dia 16 de novembro, mas rapidamente a doença se alastrou para outras áreas em diversas regiões produtoras. A ferrugem asiática já está presente em oito Estados brasileiros na safra deste ano.
Ximenes destaca ainda que pode faltar produtos (fungicidas) para o combate à ferrugem asiática nesta safra. “Por esse motivo, é fundamental que o produtor ou sua assistência técnica, faça um acompanhamento detalhado da lavoura para tentar fazer apenas uma aplicação de fungicida. É necessário que a aplicação seja feita no momento certo para fazer um melhor controle e evitar desperdícios”, enfatiza ao explicar que o combate a ferrugem custa em média R$ 50 por hectare, dependendo do produto a ser utilizado.
A primeira constatação da ferrugem asiática em lavouras no Brasil ocorreu na safra 2001/02 e rapidamente espalhou-se pelas principais regiões produtoras, em função da eficiente disseminação pelo vento. O principal dano ocasionado por essa doença é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com conseqüente redução da produtividade.
O nível de dano que a doença pode ocasionar depende do momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à sua multiplicação após a constatação dos sintomas iniciais, da resistência/tolerância e do ciclo da cultivar utilizada. Reduções de produtividade próximas a 70% podem ser observadas quando comparadas áreas tratadas e não tratadas com fungicidas.
O período mínimo de molhamento necessário para ocorrer infecção foi estimado em 6 horas, para temperaturas entre 20ºC e 25ºC e aumenta para temperaturas superiores e inferiores. A ferrugem é considerada uma doença policiclica, ou seja, o fungo é capaz de ter várias gerações num único ciclo da planta hospedeira. De 2001 até agora, os pesquisadores estimam que a doença já teve um custo para o país de aproximadamente R$ 20 bilhões.
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