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Chapa pura é "extremamente difícil", diz presidente do PSDB

19 dezembro 2009 - 08h37

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse ontem em Recife que acha "extremamente difícil" a construção de uma chapa puro-sangue encabeçada pelos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) para a disputa da Presidência em 2010.

"Prefiro não trabalhar com essa hipótese", afirmou o líder tucano, sugerindo que Aécio deverá mesmo buscar uma vaga no Senado. Para Guerra, o DEM é o "aliado preferencial" para compor a chapa presidencial, apesar do envolvimento de integrantes do partido nas denúncias de corrupção no Distrito Federal.

"Não há nenhuma hipótese de o DEM não estar conosco nessa construção solidária", declarou o senador. "Os nossos problemas afetam o DEM, assim como os do DEM afetam a nossa vida", disse. O DEM, que cogitava indicar o governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido), para vice na chapa de Serra, avalia agora outros nomes, entre eles os dos senadores José Agripino Maia (RN) e Kátia Abreu (TO) e o do deputado federal José Carlos Aleluia (BA).

Para Guerra, não há motivo de pressa nas indicações. A decisão de Aécio, afirmou, em nada modificou a posição já tomada pelos tucanos. "Diante desse fato novo, o que Serra vai fazer é governar São Paulo e ajudar o PSDB a vencer", declarou. A cúpula tucana avalia que não é hora de mudar estratégias. Mesmo sem anunciar que é candidato, Serra é lembrado como tal pelos eleitores e continua liderando as pesquisas de intenção de votos no país.

Parabólicas
Nas regiões Norte e Nordeste, onde o PSDB encontra maior resistência, a sigla conta com a ajuda das antenas parabólicas de TV, comuns no interior dos Estados. Direcionadas aos satélites, muitas delas captam imagens geradas em São Paulo, o que inclui as propagandas do governo Serra.

Segundo Guerra, as novas estratégias para 2010 começarão a ser discutidas em janeiro. A primeira reunião da executiva nacional do partido foi marcada justamente para Belo Horizonte, para demonstrar apoio ao governador mineiro.

"Ninguém preparou a saída de Aécio, nem ele próprio", disse o presidente do PSDB, negando divisões internas no partido. "Todos nós sabíamos, e o partido de maneira especial, que o tempo dele terminava no final de ano. Foi o que ele fez, não nos surpreendeu." Sobre o impacto da decisão de Aécio nos possíveis adversários, Guerra descartou a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB).

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