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Cenário favorável do país impõe novos desafios, diz economistas

26 fevereiro 2011 - 07h24

Economia estabilizada e em crescimento, formalização crescente de trabalhadores autônomos, aumento do emprego, políticas sociais, nova classe média, ganhos de emprego, renda e do consumo. Essas são algumas das alavancas positivas deixadas pelos dois últimos governos brasileiros, segundo análise do diretor-estrategista da Quest Investimentos, o engenheiro e economista Luiz Carlos Mendonça de Barros. Para ele, esse cenário favorável representa o surgimento de novos desafios. “Administrar o sucesso é mais difícil que administrar o fracasso”, alerta.


De acordo com o especialista, o grande desafio para o Brasil em 2011 e 2012 será a estabilização da inflação, que começa a dar sinais de que está saindo do controle por pressão de demanda. “Para que esse objetivo seja alcançado, o ritmo de crescimento precisa ser reduzido, o governo deve acelerar a exploração de serviços públicos pelo setor privado, e o salário mínimo deve ter aumentos reais modestos nos próximos anos”, afirma.

O especialista defende ainda que o momento de discutir a carga tributária é agora. “A arrecadação de tributos encontra-se estabilizada em nível muito alto. Vamos mexer nesse sistema tributário porque atualmente o governo está arrecadando mais do que o necessário”, pondera. Segundo ele, nos próximos anos, o governo terá oportunidade única de reduzir sua participação na economia e viabilizar a tão esperada reforma tributária. “Com o crescimento da economia assegurado pelo consumo e investimentos privados, o governo pode usar parte do aumento dos impostos para reduzir a carga fiscal das empresas”.

Com base em um trabalho realizado por economistas do banco Itaú sobre a economia brasileira nos próximos dez anos, Mendonça citou que a renda média dos brasileiros irá dobrar em uma década, passando dos atuais US$ 10,8 mil estimados para 2010 para mais de US$ 22 mil em 2020. Essa renda per capita projetada mostra que o brasileiro passará a fazer parte de uma classe média alta. "A França tem hoje uma renda igual", ressalta.

Entraves - Na avaliação do economista, as forças que funcionaram como alavanca do crescimento no mandato do ex-presidente Lula vão perder intensidade nos próximos anos. Ele se refere, por exemplo, à expansão do crédito ao consumo e ao saldo comercial em queda pelo efeito do aumento das importações. Como limites futuros ao crescimento, Mendonça aponta os desequilíbrios macro econômicos crescentes, como  aumento dos gastos do governo e aumento continuado do déficit em conta corrente, o forte crescimento das despesas do INSS e taxa de desemprego muito baixa.

Luiz Carlos Mendonça de Barros foi o palestrante convidado da reunião dos presidentes dos Conselhos Deliberativos Estaduais do Sebrae, realizada nesta sexta-feira (25) em Brasília. O objetivo da palestra foi apresentar o atual cenário econômico do país e projeções para os próximos anos.

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