O suposto foco de aftosa no chaco paraguaio, como já era previsto, não foi confirmado e rapidamente vem sendo abafado por autoridades sanitárias daquele país. Mas então, a quem interessa essa especulação? Foi esse o questionamento feito pelo secretário de Produção e Turismo e diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), João Cavalléro, durante coletiva hoje de manhã. “Nosso sistema de defesa é transparente. Por isso que essa especulação não abala o mercado. Ainda assim eu me pergunto: estamos num momento de recuperação comercial, a quem interessa toda essa especulação?”, se questiona Cavalléro novamente indicando que o suposto foco paraguaio foi uma informação plantada para desestruturar o setor num momento em que o mesmo vem apresentando reação. A previsão do mercado, inclusive, era que nesse período de entre safra a arroba chegasse a R$ 60,00 em meados do mês de setembro. Segundo o Presidente da Federação da Agricultura do Estado (Famasul), Léo Brito, que também participou da coletiva, “essa especulação é pura estratégia de mercado haja vista que alguns setores acostumados com lucros exorbitantes não se conformam com a queda da margem de lucro”. O ideal, conforme João Cavalléro, é que os países que fazem fronteira com o Brasil fossem transparentes em se tratando de sanidade. “Já tentamos várias vezes fazer esse ajuste, ser parceiros, mas isso só fica no papel. Não é à toa que nós sempre tivemos problemas com a fronteira seja com o Paraguai, Bolívia ou Argentina. O Brasil precisa de uma política mais agressiva com os países vizinhos”, sugere. O Superintendente Federal da Agricultura, José Antônio Felício, que também esteve presente na coletiva, defende a sugestão de Cavalléro embora entenda que as autoridades sanitárias paraguaias não tenham o mesmo interesse. “Eles não são nem um pouco transparentes quanto ao assunto, não querem um trabalho conjunto e isso me preocupa”, atenta Felício ao completar: “para eles é interessante causar essa especulação afinal, eles também exportam para a Rússia”.
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